- Lula pediu que a esquerda use verde e amarelo na Copa do Mundo para evitar que as cores do Brasil sejam tomadas por fascistas, durante o lançamento da Tela Brasil no Rio de Janeiro.
- A fala ocorreu após a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
- O presidente afirmou que o verde e amarelo não é bolsonarista e sugeriu que o prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri, colocasse um aviso sobre isso.
- O ator Paulo Betti exibiu uma bandeira do Brasil no palco, gerando registro fotográfico.
- Lula defendeu que a Tela Brasil seja política de Estado e criticou a valorização do exterior em detrimento da cultura brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a esquerda use o verde e amarelo durante a Copa do Mundo para evitar que as cores sejam associadas a adversários políticos. A declaração ocorreu durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, no Rio de Janeiro, neste sábado.
Lula enfatizou a necessidade de manter símbolos nacionais sob proteção cívica, em resposta a tensões recentes após decisões internacionais sobre organizações criminosas. O encontro reuniu autoridades, artistas e lideranças culturais em tom de defesa da soberania cultural.
O discurso ocorreu ao final do evento, quando o prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri, estava na plateia vestindo casaco da seleção. O presidente sugeriu que Cavalieri acrescentasse um alerta de que o verde e amarelo não representa uma posição partidária.
Durante a apresentação, o ator Paulo Betti exibiu uma bandeira do Brasil, em cena acompanhada por outros artistas. Em seguida, foi registrada uma foto entre o público e os presentes no palco.
Tela Brasil: conceito e participação
O evento, apresentado pela jornalista Cissa Guimarães, contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva, da ministra da Cultura Margareth Menezes e do ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa. Lula abriu a exibição do primeiro conteúdo da plataforma.
Foi exibido um vídeo promocional e projetado um QR Code para acesso rápido ao serviço. Lula reforçou o objetivo de transformar a Tela Brasil em política de Estado, destacando a continuidade institucional após o fim da gestão anterior da Cultura.
O ex-prefeito Eduardo Paes também compareceu ao evento, sendo cumprimentado por Lula como participante ativo de debates públicos. Ao final, Lula mencionou a importância do Rio de Janeiro e elogiou a atuação de governantes locais em transição.
Participantes e contexto
Entre os presentes estavam Janja da Silva, Margareth Menezes, Márcio Elias Rosa, Joelma Gonzaga, Márcio Tavares, Antonia Pellegrino e outras personalidades da cultura e educação. O evento contou ainda com profissionais de comunicação, produção e gestão pública.
A fala de Lula ocorreu em meio a críticas sobre conteúdo estrangeiro na produção cultural brasileira e ao escrutínio de políticas de incentivo à cultura. O objetivo foi destacar a valorização da identidade nacional.
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