- A senadora Soraya Thronicke, eleita em 2018 pelo PSL, anunciou apoio à reeleição de Lula e elogiou o presidente.
- Em pesquisa com 1.000 eleitores encomendada pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, Soraya aparece em quarto lugar para o Senado estadual, com 16,6%, e pode não se reeleger.
- Cenário da corrida ao Senado em MS: Reinaldo Azambuja (PL) lidera com 38,7%, Capitão Contar (PL) tem 33,7% e Nelsinho Trad (PSD) aparece com 26,1%.
- Na mesma pesquisa, Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa presidencial no estado, com 42% no primeiro turno; no segundo turno, Flávio chega a 50,9% e Lula, 34,7%.
- Para o governo de MS, Eduardo Riedel (PP) soma 42,9% das intenções de voto, seguido por Fábio Trad (PT) com 14,8%.
Soraya Thronicke, senadora pelo Podemos-MS, abriu mão do apoio à reeleição no Senado ao sinalizar, em Anastácio (MS), que vai apoiar o presidente Lula; ela também elogiou o petista durante o evento. A mudança de posição ocorre em meio a uma corrida eleitoral regional, em que pesquisas indicam dificuldades para a parlamentar manter o posto em 2026.
A mesma pesquisa aponta o desempenho de Soraya em queda em relação a outros candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul. O levantamento, realizado com 1.000 eleitores e encomendado pela Federação das Indústrias do estado ao Instituto Opinião, mostra Soraya em quarto lugar entre os concorrentes, com 16,6% das intenções de voto para as duas vagas disponíveis. O instituto confirma que a amostra está sob o amparo do CNPJ que originou a Indexa Pesquisas, que mantém os dados da coleta.
Segundo o estudo, Reinaldo Azambuja (PL) lidera a disputa com 38,7%, seguido de Capitão Contar (PL) com 33,7% e Nelsinho Trad (PSD) com 26,1%. Vander Loubet e Marcos Pollon aparecem com percentuais mais baixos, enquanto Soraya fica estável na casa dos dígitos médios. Nulos/brancos somam 21,8%, com 28,0% de indecisos.
Contexto regional e relação com o governo federal
A leitura dos especialistas sugere que a mudança de base de apoio de Soraya pode ter impacto direto na sua capacidade de reeleição. O sociólogo Arilton Freres, do Opinião, aponta que a trajetória da parlamentar, de 2018 até a chapa com o governo Lula, pode ter levado a um eleitorado diferente daquele que a elegeram inicialmente. Ele afirma que a transição pode explicar parte da distância em relação ao desempenho histórico da candidata.
O levantamento também evidencia o peso da eleição presidencial no estado. Na projeção estimulada para o primeiro turno da disputa presidencial em MS, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 42%, Lula atinge 32,1%, e outros nomes aparecem com percentuais menores. Em eventual segundo turno, Flávio aparece com 50,9% frente a 34,7% de Lula.
Em outra frente, pesquisas nacionais apontaram que Lula tem ganhado força em cenários envolvendo Flávio Bolsonaro desde um episódio envolvendo o senador, que foi flagrado discutindo ajuda financeira para a produção de um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. Esses desdobramentos influenciam a percepção sobre o pleito em Mato Grosso do Sul, segundo analistas.
Panorama para a disputa de governo no estado
Para o governo estadual, o levantamento indica liderança de Eduardo Riedel (PP) com 42,9% das intenções de voto, seguido por Fabio Trad (PT) com 14,8%. Especialistas ressaltam que a vantagem de Riedel decorre da máquina administrativa estadual e da fragmentação política adversária, que dificulta a consolidação de uma oposição sólida no cenário atual. As candidaturas e seus cenários possuem diferentes níveis de apoio conforme o turno e o conjunto de alianças.
A pesquisa foi registrada no TSE com os números BR-07535/2026 e MS-02139/2026, assegurando o controle de dados e a transparência do processo. As informações apresentadas refletem apenas o momento da coleta e podem variar conforme novas candidaturas, alianças e temas de campanha.
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