- O governo lançou neste sábado a Tela Brasil, streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro, coordenado pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas.
- A plataforma oferece acesso a filmes sob demanda com integração ao Gov.br e recebeu investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025 para licenciamento, desenvolvimento tecnológico e acessibilidade.
- O acervo inaugural conta com 555 obras brasileiras, incluindo 267 curtas, 139 longas, 85 médias e 64 obras seriadas, com títulos como Central do Brasil e Cidade de Deus; há também 19 filmes que já representaram o Brasil no Oscar.
- Acessibilidade é prioridade: todos os títulos têm audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Libras.
- Existem dois perfis de navegação: Perfil Cidadão para uso individual e gratuito, e Perfil Direcionado para exibições coletivas em instituições; a versão para celulares chegará em até trinta dias.
A Tela Brasil, streaming público e gratuito de cinema e audiovisual brasileiro, estreou neste sábado, 30 de abril, com o objetivo de ampliar o acesso à cultura nacional. O lançamento ocorreu na Cidade das Artes, na zona oeste do Rio de Janeiro, e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A plataforma é coordenada pelo Ministério da Cultura, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, e funciona com catálogo sob demanda integrado ao Gov.br. O objetivo é ampliar a visibilidade da produção brasileira e reduzir a dependência de conteúdos estrangeiros.
A meta é democratizar o acesso cultural, fortalecendo a soberania cultural e a educação audiovisual no país. O governo destaca que o acervo inclui obras de diferentes fases históricas, da era mista do cinema aos títulos contemporâneos.
Acervo e foco
O projeto iniciou com 555 obras, entre curtas, longas, médias e séries. O acervo reúne filmes de destaque histórico e premiados, incluindo títulos que representaram o Brasil em Oscars passados.
O catálogo privilegia diversidade e representatividade, com filmes do cinema negro, indígena, obras dirigidas por mulheres e temáticas de justiça climática e sustentabilidade. A seleção envolve conteúdos financiados pelo FSA e instituições ligadas ao MinC.
Acessibilidade e formatos
Todos os títulos contam com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. A iniciativa utiliza tecnologia brasileira e busca ampliar o acesso de pessoas com deficiência a conteúdos audiovisuais.
A UFAL ressalta que a acessibilidade envolve pesquisa, regulamentação e soluções tecnológicas, consolidando a política pública com base em evidências.
Funcionalidades e uso
O acesso ocorre por meio de Gov.br, com dois perfis: Perfil Cidadão, para uso individual e gratuito, e Perfil Direcionado, para exibições coletivas em espaços educativos e culturais.
Inicialmente, o serviço funciona no navegador e pode ser visto em Smart TVs; apps para Android e iOS devem chegar em até 30 dias.
Parcerias e continuidade
Durante o lançamento, foi assinado acordo de cooperação técnica entre o MinC e a TV Brasil, para ampliar a oferta e a integração de políticas públicas do audiovisual.
A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia nacional, com apoio da UFAL, e integra a estratégia de expansão cultural do governo, conectando habitação, educação e cultura.
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