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Vice-prefeito de Trajano de Moraes é acusado de forjar casamento para pensão e desvio de 5 milhões

Vice-prefeito de Trajano de Moraes é acusado de forjar casamento para receber pensão; Justiça bloqueia bens e Ministério Público aponta fraude envolvendo quase R$ 5 milhões

Vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ) é acusado de forjar casamento para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões — Foto: Fantástico/ Reprodução
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  • O vice‑prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli de Moraes, é acusado de forjar um casamento com a ex‑procuradora do estado Ângela Marília de Moraes Peçanha para receber pensão, somando quase R$ cinco milhões.
  • A Justiça do Rio bloqueou os bens de Hélio e da ex‑esposa dele, incluindo contas, aplicações, imóveis, veículos, ações e até criptomoedas; a pensão foi suspensa.
  • O documento-chave foi uma escritura de união estável sem cerimônia, que, segundo o Ministério Público, foi parte de uma relação forjada para obter a pensão após a morte de Ângela; houve ainda uma procuração que permitia movimentar as contas da ex‑procuradora.
  • O Ministério Público pediu a quebra de sigilo bancário de Hélio; o promotor afirma que os pagamentos pareciam uma combinação para o recebimento mensal da pensão.
  • Além de falsidade ideológica, Hélio e Adriana Canes Peçanha (sobrinha da ex‑procuradora) vão responder por estelionato contra os cofres do Rioprevidência; a defesa contesta as acusações e nega irregularidades, afirmando que inocência será comprovada.

Hélio Luiz Fazoli de Moraes, vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ), é acusado de forjar um casamento com a ex-procuradora do estado Ângela Marília de Moraes Peçanha para receber pensão e embolsar quase 5 milhões de reais. A Justiça do Rio bloqueou os bens do político e da suposta cônjuge, após indicação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).

A ex-procuradora Ângela Marília nasceu em 1931, aposentou-se em 1985 e não deixou filhos. O inquérito aponta que, em 1995, Hélio Luiz tornou-se casado com Adriana Canes Peçanha, sobrinha de Ângela, e não com a tia. A cerimônia aparece apenas em uma escritura de união estável registrada em cartório, sem fotos da cerimônia nem da festa.

No mesmo dia da união estável, foi emitida uma procuração que ampliava os poderes de movimentação de contas da ex-procuradora. Hélio Juiz, então, apresentou pedidos de pensão que inicialmente foram negados pelo INSS e aprovados pelo Rioprevidência, órgão estadual. A suspeita é de que a pensão tenha servido para financiar o casal ao longo dos anos.

Desdobramentos financeiros e legais

Durante quase uma década, as dotações públicas foram transferidas a título de pensão para o núcleo do casal, totalizando quase 5 milhões de reais. A Justiça determinou a suspensão imediata dos pagamentos a Hélio e bloqueou bens de ambos, incluindo contas, imóveis, veículos, ações e criptomoedas. A apuração busca esclarecer quem ficou com o patrimônio remanescente.

A defesa de Hélio Fazoli e de Adriana Peçanha sustenta que a investigação avança sem ouvir os acusados e que as alegações se baseiam em narrativas locais. Eles afirmam que não há inventário aberto e que é falso afirmar que os bens ficaram com o político.

Apurações e próximos passos

O Rioprevidência informou ter suspenso o pagamento da pensão e que acompanhará o processo junto à Procuradoria-Geral do Estado. O MP-RJ aponta indícios de falsidade ideológica e estelionato contra os cofres públicos. A investigação também envolve a possível participação de parentes próximos na fraude.

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