- Em vinte e sete de março, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, afirmou que a Defesa é precaríssima e que o Brasil não tem defesa, durante evento com executivos da Base Industrial da Defesa em Brasília.
- Forças realizaram demonstração de drones nacionais para o Alto Comando do Exército, destacando tecnologia, custo e a necessidade de entender cenários de ameaça.
- O comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, disse que drones das categorias 0 a 2 serão priorizados e que a Cavalaria terá equipamentos antidrones; aquisição deve começar ainda neste ano, com grande parte até 2028.
- O Exército destacou a importância da tecnologia diante de ameaças na região, especialmente na faixa de fronteira de 17 mil quilômetros, com ênfase em ações na América do Sul e na necessidade de soluções tecnológicas.
- Na semana seguinte, o governo americano classificou facções brasileiras como terroristas e Lula anunciou o bloqueio de R$ 4,4 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa, elevando a pressão sobre o planejamento de defesa do país.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, afirmou em Brasília que a defesa brasileira está precaríssima e não atende ao tamanho do país. O alerta foi feito a uma plateia de 30 executivos da Base Industrial da Defesa, durante um encontro fechado no B Hotel, no centro da capital.
Em seguida, o ministro descreveu falhas de planejamento institucional e citou a ideia de que aliados externos contribuíram para a retórica de defesa. Ele mencionou a Operação Atlas, maior exercício das Forças Armadas, realizado em 2025, para demonstrar vulnerabilidades em cenários de agressão na região Norte.
Ao final da manhã, o Alto Comando do Exército acompanhou uma demonstração de drones produzidos por sete empresas nacionais. Em praça pública, as unidades da Brigada Aeromóvel e da 11.ª Brigada de Infantaria Mecanizada acompanharam o voo de veículos de vigilância, ataque e robôs.
A apresentação, organizada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, durou cerca de uma hora. O comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, mencionou planos de aquisição ainda neste ano, com maior parte dos equipamentos até 2028, combinando indústria nacional e importação.
Entre as propostas, drones das categorias 0 a 2 devem atuar em unidades de fronteira, como o Batalhão de Precursores, a Brigada Aeromóvel e a 11.ª Brigada. Drones de categorias 3 e 4 ficarão sob dois batalhões especializados em operações de grande autonomia.
O militar ressaltou a necessidade de blindar a Cavalaria com sistemas anti-drones e destacou a evolução rápida da Base Industrial de Defesa, que tem apresentado soluções diversas e de custo menor que equipamentos pesados tradicionais. Ações de cooperação internacional, como visitas à Turquia, também foram citadas como referência tecnológica.
O dia seguinte trouxe novas informações sobre cenários de segurança. O governo americano classificou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que impacta o âmbito de atuação interna. Além disso, o governo federal anunciou um contingenciamento de 4,4 bilhões de reais do orçamento do Ministério da Defesa.
Analistas destacam que a soma de mudanças geopolíticas, avanços tecnológicos e restrições orçamentárias exige planejamento ágil. O Exército busca demonstrar capacidade de resposta com tecnologia, sem abrir mão da presença nas fronteiras e da integração entre forças.
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