- Abelardo de la Espriella lidera o primeiro turno com 43,74% dos votos, deixando Iván Cepeda em segundo com 40,9%.
- Paloma Valencia fica em terceiro lugar, com 6,92%.
- A participação foi de 57,9%, a maior já registrada em um primeiro turno na Colômbia.
- A eleição ocorreu no domingo, 31 de maio, revelando uma polarização entre esquerda e extrema direita.
- Se a tendência se mantiver, o segundo turno será entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda, com decisão prevista para o dia 21.
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia surpreendeu, com a extrema direita liderando a disputa. Abelardo de la Espriella, do Defensores da Pátria, atingiu 43,74% dos votos, enquanto Iván Cepeda, do Pacto Histórico, ficou em segundo com 40,9%. Paloma Valencia, do Centro Democrático, teve apenas 6,92%.
Com apuração de 100% dos votos, Abelardo se tornou o candidato mais votado no primeiro turno na história do país, ultrapassando os 10 milhões de votos e marcando 10.361.499. A participação eleitoral atingiu 57,9%, a maior para um primeiro turno no país, apesar da não obrigatoriedade do voto.
As pesquisas previam vantagem da esquerda. A virada de Abelardo ocorreu em meio à polarização entre esquerda e extrema direita, processo que também é observado em outros países da região. Se a tendência se confirmar, a Colômbia pode seguir o eixo de vitórias recentes de extrema direita na América Latina.
Reações no âmbito nacional
O presidente Gustavo Petro e o candidato Iván Cepeda contestaram o resultado provisório. O governo alegou falhas no sistema privado de apuração e prometeu reconhecer apenas o veredito oficial da Justiça. Cepeda questionou a contagem preliminar, citando inconsistências a serem resolvidas.
Abelardo de la Espriella respondeu aos demais candidatos com críticas, destacando a vontade popular expressa nas urnas. O vencedor recebeu cumprimentos de lideranças internacionais, como os presidentes do Equador e da Argentina.
Perspectivas e próximos passos
Entre as estratégias, Abelardo já contou com o apoio de Paloma Valencia, que foi a terceira colocada. A expectativa é de que o segundo turno ocorra no dia 21. Caso a esquerda seja derrotada, o panorama político da região pode sofrer novas reorientações.
Iván Cepeda, por sua vez, defende manter o que chama de plano de paz e buscar reformas estruturais de forma ampla. A disputa no segundo turno deverá enfatizar diferença de modelos entre continuidade de políticas existentes e propostas de endurecimento institucional.
Contexto histórico e cenário regional
A eleição acentua a polarização que já marcou a Colômbia nas últimas décadas, com governos oscilando entre centro-direita e centro-esquerda. A virada da extrema direita coloca o país em sintonia com tendências observadas no Brasil, Argentina, Chile, Equador e El Salvador, ampliando o duplo eixo esquerda-extrema direita na região.
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