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Vice-prefeito é acusado de forjar casamento com idosa e embolsar R$5 mi pensão

Vice-prefeito de Trajano de Moraes é suspeito de ter casado com ex-procuradora falecida para embolsar quase R$ 5 milhões em pensões

Helio Luiz, em entrevista ao Fantástico
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  • O vice-prefeito de Trajano de Moraes, Hélio Luiz Fazoli, é investigado por supostamente forjar casamento com uma ex-procuradora do Estado para receber pensão e embolsar quase R$ 5 milhões.
  • A suposta esposa de faz de conta seria Ângela Marília de Moraes Peçanha, tia da ex-mulher do político; Ângela nasceu em 1931 e morreu em 2017, deixando pensão mensal de quase R$ 50 mil.
  • Em 2013, após o divórcio, Fazoli formalizou uma nova união estável com Ângela, com 83 anos na época; no mesmo dia, ele também obteve uma procuração para movimentar as contas da ex-procuradora.
  • Ao longo de aproximadamente dez anos, pelo menos dois pedidos de pensão foram feitos, com um sendo aprovado pelo Rioprevidência e outro negado pelo INSS; os pagamentos totalizaram quase R$ 5 milhões.
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a suspensão dos pagamentos e o bloqueio de bens de Fazoli e da ex-mulher; defesa contesta arbitrariedade e afirma que investigação não ouviu os acusados e que há narrativas políticas envolvidas.

O vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ), Hélio Luiz Fazoli, é alvo de investigação por suposta fraude envolvendo casamento com uma idosa para obter pensão. A denúncia aponta que o objetivo era embolsar quase R$ 5 milhões.

A suposta esposa de faz de conta seria Ângela Marília de Moraes Peçanha, tia da ex-mulher dele. Ângela foi Procuradora do Estado do Rio de Janeiro e se aposentou em 1985, após 30 anos de serviço público.

Em 2013, o casal que se divorciou meses depois formalizou nova união com Ângela, então com 83 anos. Em 2017, a ex-procuradora faleceu, deixando uma pensão mensal de cerca de R$ 50 mil.

A reportagem aponta que, no mesmo dia da união estável, Fazoli obteve uma procuração para movimentar as contas da falecida. Assim, ele encaminhou dois pedidos de pensão, sendo um negado pelo INSS e o outro concedido pelo Rioprevidência.

Ao longo de quase dez anos, Fazoli e Adriana Canes Peçanha teriam recebido valores próximos a R$ 5 milhões. O Ministério Público do Rio de Janeiro iniciou apuração por suspeita de fraude.

A Justiça determinou a suspensão imediata dos pagamentos e o bloqueio de bens do político e de sua ex-mulher. Entre os bens listados estão contas, aplicações, imóveis, veículos, ações e criptomoedas.

Sem herdeiros diretos, o patrimônio de Ângela deveria, por lei, ir para irmãs e sobrinhas. Além de falsidade ideológica, Fazoli e Adriana Peçanha respondem por estelionato qualificado contra o Rioprevidência.

Em nota, a defesa afirmou arbitrariedade no processo e que a investigação ocorreu sem ouvir os acusados. A defesa também contesta as declarações de parentes que depuseram e sustenta indisponibilidade de inventário.

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