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Autoridades são presas em operação contra tráfico e corrupção em João Pessoa

Operação prende nove suspeitos, bloqueia R$ 10 milhões e mira três agentes públicos em João Pessoa por tráfico, corrupção e uso de informações sigilosas

Portal Correio
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  • A Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba deflagraram, na manhã de terça-feira, 2 de rotina, a Operação Perfidus em João Pessoa, para investigar organização criminosa ligada a tráfico de drogas, corrupção e outros crimes, incluindo agentes públicos.
  • Foram cumpridos 9 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, com o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados.
  • Entre os presos estão três agentes públicos: um delegado e dois investigadores da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio.
  • A investigação aponta que parte das drogas era desviada e comercializada ilegalmente, até mesmo dentro do sistema prisional, com os lucros compartilhados entre membros da organização.
  • Também há indícios de manipulação de procedimentos policiais, retirada clandestina de drogas de apreensões oficiais e repasse de informações sigilosas para o tráfico.

A Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba deflagraram, na manhã desta terça-feira (2), uma operação em João Pessoa para desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e corrupção. A ação apontou uso da estrutura policial para atividades clandestinas.

Entre os alvo da operação estão agentes públicos, conforme as investigações. As apurações indicam que o grupo recebia informações privilegiadas sobre imóveis e veículos usados para armazenar e transportar drogas. A suspeita é de que a atuação combinada com atividades ilegais ocorriava sob aparência de legalidade policial.

A operação, chamada Perfidus, cumpriu nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Além disso, houve o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.

Operação Perfidus: presos, bens e desdobramentos

Segundo apuração da TV Correio, três agentes públicos foram detidos: um delegado e dois investigadores da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio da Polícia Civil. Parte das drogas apreendidas estaria desviada para comercialização, inclusive dentro do sistema prisional.

Os lucros do esquema, segundo as informações apuradas, eram divididos entre os agentes e demais integrantes da organização criminosa. As investigações também apontam indícios de manipulação de procedimentos, retirada clandestina de drogas e repasse de informações sigilosas.

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