- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Pix brasileiro como mais vantajoso do que sistemas de pagamentos de empresas dos Estados Unidos, em evento em Catalão, Goiás, e disse que o Brasil não aceita ser “uma republiqueta de banana”.
- O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) apontou que o Pix prejudica empresas como MasterCard, Visa e Whatsapp Pay, destacando a infraestrutura pública e gratuita da plataforma brasileira.
- Lula afirmou que o Pix assusta os norte‑americanos e contou ter sugerido a Donald Trump adotar o mesmo sistema nos EUA.
- O USTR publicou, no dia 1º, um relatório resultado de uma investigação de um ano, sugerindo medidas, entre elas uma taxação de 25% sobre parte de produtos brasileiros, com prazo para manifestação até 15 de julho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Pix brasileiro como mais vantajoso que sistemas de pagamento dos EUA em Catalão (GO), ressaltando a infraestrutura pública e gratuita da tecnologia nacional. Ele disse que o Brasil não aceita ser tratado como uma republiqueta de banana.
O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) questionou o Pix, afirmando que o sistema prejudica empresas como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay. O Pix, segundo Lula, movimenta mais recursos que as bandeiras tradicionais.
Lula afirmou que o Pix assusta os norte-americanos e citou a possibilidade de Trump adotar o sistema no país. O presidente brasileiro ensinou que o Pix é gratuito e simples, com uso de apenas um clique.
O relatório do USTR, publicado na noite de segunda-feira, aponta alegações de práticas desleais e sugere medidas como uma tarifa de 25% sobre parte de produtos brasileiros. A avaliação ainda permite recursos até 15 de julho.
O governo brasileiro e as empresas atingidas poderão apresentar defesa até a data indicada, antes de eventual adoção de medidas corretivas pelos EUA. O tema segue em pauta nas negociações entre os dois países.
Lula relembrou acordo com Trump em que, em maio, ficou acordado um prazo de 30 dias para alcançar um entendimento comercial. O presidente pediu que o ex-ocupante da Casa Branca explique a relação entre o acordo e as recomendações da USTR.
Ele disse ainda ter entregado documentação que mostra o superávit comercial dos EUA com o Brasil nos últimos 15 anos, de cerca de US$ 415 bilhões, e pediu um telefonema para esclarecer o ocorrido durante as negociações.
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