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Reino Unido fixa meta de reduzir emissões em 87% até 2040

Reino Unido estabelece meta de reduzir emissões em 87% até 2040, mas ainda não apresenta plano detalhado para cumprir a meta

Poluição, efeito estufa — Foto: Ria/Unsplash
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  • O Reino Unido estabeleceu meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 87% até 2040, em relação a 1990.
  • O plano detalhado para cumprir a meta ainda não foi apresentado; será divulgado assim que o Parlamento aprovar o objetivo.
  • A transição é apresentada como forma de reduzir custos de energia, proteger famílias e gerar empregos com energia limpa produzida no país.
  • Será necessário investir em tecnologias de baixo carbono (energias renováveis, bombas de calor, veículos elétricos) e promover mudanças de hábitos, como redução da ingestão de carne; as emissões da aviação também precisarão cair.
  • Em 2024, as emissões britânicas caíram cerca de 54% desde 1990; a transição é associada a mais de 1 milhão de empregos, segundo relatório citado pelo governo.

O Reino Unido estabeleceu nesta terça-feira a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 87% até 2040, em comparação com 1990. O objetivo amplia os esforços para alcançar neutralidade climática, embora ainda não haja um plano detalhado para cumprir a meta, segundo o governo.

A iniciativa ocorre em meio a pressões internacionais para conter o aquecimento global. O governo afirma que a transição para uma matriz energética mais limpa reduzirá custos de energia e criará empregos, mas sem apresentar o desenho técnico do caminho a percorrer.

Ed Miliband, ministro da Energia, disse que é necessário avançar para reduzir a dependência de combustíveis fósseis diante de choques recorrentes de preços. O comentário ocorreu no contexto de atual aumento nas tarifas de energia no país.

A escalada recente dos preços de energia tem provoca impacto econômico, com estimativas de alta no teto regulatório de Ofgem a partir de julho, após variações no mercado de gás. Famílias podem sentir aumento nas contas, conforme o regulador.

Planos e impactos

Segundo o Comitê de Mudanças Climáticas, apenas metas ambiciosas não bastam; é preciso ampliar investimentos em energia renovável, bombas de calor e veículos elétricos, além de mudanças de hábitos, como menor consumo de carne.

As emissões da aviação também entraram na conta, exigindo menos voos ou avanço de combustíveis sustentáveis para o setor. O balanço financeiro depende de políticas de longo prazo para incentivar a descarbonização do transporte.

Atualmente, a redução de emissões já alcançou cerca de 54% desde 1990, com quedas atribuídas principalmente ao fechamento de altos-fornos nos setores de ferro e aço. O recuo ocorreu mesmo diante de oscilações no panorama energético global.

Empregos e economia

O governo cita estimativas de que a transição para emissões líquidas zero já sustenta mais de 1 milhão de empregos no país, com base em análises da Energy and Climate Intelligence Unit e da Confederação da Indústria Britânica (CBI Economics). A expectativa é de ganhos na indústria de energia limpa.

O plano completo para alcançar a nova meta será divulgado assim que o Parlamento aprovar formalmente o objetivo, informou o governo. A comunicação aponta que a transição terá impactos estruturais na economia e no sistema energético britânico.

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