- Rubio excluiu o Brasil da lista de aliados dos Estados Unidos na América Latina, após a conclusão de uma investigação comercial que pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
- O secretário afirmou que, além da Nicarágua, Cuba e Venezuela, o Brasil aparece entre as exceções, mesmo durante o ciclo eleitoral, destacando foco nos interesses nacionais dos EUA.
- A declaração ocorre na esteira da investigação comercial que propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou Rubio de anti-América Latina, em comentários sobre as sobretaxas propostas pelos Estados Unidos, e afirmou que o ministro não gosta do Brasil.
- Lula também afirmou que a acusação sobre a origem das tarifas seria ligada a ligações com a família de Jair Bolsonaro, em eventos recentes.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, excluiu o Brasil da lista de aliados na América Latina em declaração feita no Senado. A medida ocorre após a conclusão de uma investigação comercial que pode provocar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A nota ressalta a posição da região diante do ciclo eleitoral em alguns países.
Rubio afirmou que, fora Nicarágua, Cuba, Venezuela e Brasil, a região é composta de aliados próximos aos Estados Unidos. O chefe da diplomacia americana disse ainda que a política externa do país prioriza interesses nacionais, sem citar impactos diretos para negociações em andamento. A fala acompanha tensões comerciais entre os dois países.
O comentário de Rubio também mencionou a importância de manter relações estáveis na região, sem sinalizar mudança abrupta de alianças. Segundo analistas, a escolha acontece em meio a debates sobre tarifas e pressões políticas internas nos EUA. A fala ocorreu durante sessão no Senado, com perguntas sobre a afinidade regional.
Reação no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou Rubio como anti-América Latina ao comentar as propostas de sobretaxa de 25%. Lula relembrou encontros com Trump, afirmando que Rubio não esteve presente em reunião recente. A fala ocorreu durante evento em Catalão, Goiás, nesta terça.
Lula atribuiu a família do ex-presidente Jair Bolsonaro a parte da pressão por tarifas americanas, citando divergências políticas e o estilo de gestão dos filhos. Em resposta, Trump voltou a se pronunciar sobre o encontro com Flávio Bolsonaro, elogiando o jovem senador. As declarações ocorreram na mesma semana.
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