- Vereador da Câmara de São Paulo protocolou representação na OAB paulista pedindo a exclusão de Deolane Bezerra dos quadros da OAB e a suspensão preventiva.
- A representante aponta que Deolane, advogada com registro ativo desde abril de 2014, usa prerrogativas para blindar organizações criminosas.
- A Polícia Civil indiciou Deolane, o chefão do PCC Marcola e outros por integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro; Deolane foi presa em 21 de maio em Alphaville.
- Deolane disse, em audiência de custódia em 22 de maio, ter sido presa no exercício da profissão, enquanto a defesa sustenta que as acusações envolvem valores relacionados a uma atuação criminosa.
- A OAB afirmou que algumas prerrogativas dos advogados asseguram direitos durante prisão e lavratura de auto de prisão; a entidade nacional e a OAB de São Paulo foram procuradas para comentar.
O vereador Lucas Pavanato protocolou uma representação na OAB de São Paulo pedindo a exclusão da influencer Deolane Bezerra dos quadros da instituição. A solicitação também requer a suspensão preventiva da jovem advogada.
Segundo o escritório de Pavanato, a exclusão é fundamentada na necessidade de manter a idoneidade moral dos advogados. A defesa entende que Deolane não cumpre esse requisito para permanecer na OAB.
Deolane foi presa no dia 21 de maio, em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. Ela é acusada de integrar uma organização criminosa e de participação na lavagem de dinheiro ligada a ações do PCC.
A polícia civil indiciou Deolane, o líder da facção Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outros suspeitos pelo mesmo conjunto de crimes. A prisão ocorreu durante fiscalização de que envolve supostos desvios financeiros.
Durante audiência de custódia, Deolane afirmou ter sido presa no exercício da advocacia. Ela alega ter recebido valores como honorários de um cliente em 2020, possivelmente relacionados a uma soma de 24 mil reais.
Deolane mantém um escritório de advocacia, o Bezerra Advogados & Associados, e possui formação em direito pela Universidade Cidade de São Paulo. A mulher está atualmente presa na penitenciária feminina de Tupi Paulista.
A OAB destacou prerrogativas dos advogados, como a proteção de a liberdade de atuação e a necessidade de representação institucional em prisões. A reportagem contactou a OAB nacional e a OAB-SP para comentários e aguarda retorno.
Entre na conversa da comunidade