- Davi Alcolumbre disse que a pressão por uma CPMI para investigar o Banco Master seria um palanque eleitoral, apontando que a investigação já envolve Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Justiça.
- Ele afirmou que o país vive em campanha desde a última eleição e criticou a ideia de escolher lados, dizendo que o Senado defende estados, municípios e trabalhadores.
- O presidente do Senado relembrou críticas recebidas por não ter lido o requerimento da CPMI do Master na sessão de 21 de maio, dizendo ter sido alvo de agressões durante a discussão.
- Também mencionou que, naquela semana, pautou a derrubada de veto que facilitava convênios de municípios inadimplentes com até 65 mil habitantes durante o período eleitoral.
- Sobre a PEC que encerra a jornada de 6 por 1, Alcolumbre afirmou que o Senado analisará com tempo adequado, sem carimbar o texto da Câmara, buscando uma lei boa para o Brasil e para trabalhadores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta terça-feira, 2, que a pressão de parlamentares pela criação de uma CPI para apurar o caso do Banco Master seria uma estratégia de palanque eleitoral. Ele disse que a investigação já ocorre por meio de órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça e a Comissão de Valores Mobiliários, e que abrir mais uma comissão não seria útil ao país.
Alcolumbre mencionou críticas recebidas por não ter pautado o requerimento de CPMI do Master durante a sessão de 21 de maio. Ele destacou que, naquela ocasião, houve demanda para derrubar veto que beneficiava municípios inadimplentes em contratos durante o período eleitoral, lembrando ter passado horas sob críticas.
O senador afirmou que o debate sobre a CPMI não seria para o Brasil, mas para lados político-ideológicos, e descreveu o tema como retrógrado, afirmando que o tema é utilizado para alimentar disputas entre esquerda e direita.
Além disso, em outra pauta da sessão, Alcolumbre sinalizou que o Senado deve levar tempo adequado para analisar a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais. O objetivo é evitar que o Senado apenas carimbe o texto já aprovado pela Câmara.
O presidente explicou que a Câmara tem avançado em pautas com grande impacto eleitoral, o que demanda uma avaliação cuidadosa no Senado para evitar decisões precipitadas. A expectativa é que o debate sobre a PEC seja feito de forma responsável, sem pressa e com foco em benefícios reais para o país.
Entre as pautas em foco, estão a chamada “PEC do fim da escala 6×1” e projetos com forte apelo midiático, como o ECA digital, conhecido como Lei Felca, além de propostas para regulamentar serviços de bagagem em viagens aéreas. Esses temas têm sido utilizados como alavancas políticas e de comunicação nas redes sociais.
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