- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que o Senado não é obrigado a carimbar o texto da Câmara sobre o fim da escala 6×1.
- A PEC aprovada pela Câmara prevê dois dias de folga por semana ainda neste ano e redução da jornada de 44 para 40 horas em dezoito a quinze meses após a votação nas duas casas.
- Alcolumbre afirmou que a proposta deve passar pelas comissões e não deve seguir direto ao plenário do Senado.
- Há reunião de líderes marcada para a próxima semana para definir o calendário da PEC e por qual comissão ela deve começar (preferência pela Comissão de Constituição e Justiça).
- O presidente do Senado mostrou incômodo com a forma de aprovação na Câmara, mas acredita que, devido à pressão popular, o texto não deve ser barrado pelos senadores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a Casa não deve ser “carimbadora” do texto da Câmara sobre o fim da escala 6×1. Em discurso no plenário nesta terça-feira, ele disse que não há obrigação de tomar uma decisão imediata sobre a matéria e indicou que a PEC ainda não tem calendário definido no Senado.
A PEC, já aprovada pela Câmara, propõe dois dias de folga por semana já neste ano e a redução da jornada de 44 para 40 horas, a ser implementada em 14 meses após a conclusão da votação nas duas casas. Alcolumbre também criticou cobranças feitas pelas redes sociais sobre o tema.
Ele explicou que o Senado não deve acelerar o processo de votação e sinalizou que a proposta deverá passar pelas comissões antes de ir a plenário. A ideia é iniciar pela Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Otto Alencar, para discutir o mérito da matéria.
A agenda de semana seguinte deve definir o calendário da PEC e indicar qual comissão começa a análise. Alcolumbre afirmou que a presidência do Senado fará uma reunião com líderes partidários para tratar do tema, sem estabelecer um prazo definitivo para a conclusão do processo.
Segundo aliados, há insatisfação com a forma como a Câmara aprovou a PEC, em ritmo rápido entre a comissão especial e o plenário. Apesar disso, a percepção é de que, pela pressão popular, é improvável que o texto seja barrado no Senado.
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