- Pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu em Belo Horizonte segurando o cartaz “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”.
- A ação ocorreu um dia depois de Lula segurar um cartaz semelhante, “O Pix é do Brasil”, durante a inauguração de um hospital em Goiás, em resposta à proposta de tarifa de 25% dos EUA.
- Flávio afirmou que Lula é responsável pela possível tarifa, sugerindo que o Brasil seria penalizado por um eventual atrito com os EUA.
- Lula chamou Flávio de “traidor da pátria” e “covarde”, afirmando que a família Bolsonaro teria pedido intervenção de país estrangeiro.
- Os EUA propõem tarifa de 25% sobre importações brasileiras, com prazo até 15 de julho para adoção de medidas corretivas; há ainda proposta de 12,5% por falhas no combate ao trabalho forçado.
Na tarde desta quarta-feira, 3, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um evento em Belo Horizonte segurando um cartaz com a frase O Pix é do Brasil e do Bolsonaro. A ação ocorreu durante a campanha de pré-candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A imagem do cartaz foi mostrada ao lado do palco, em resposta a uma fala recente do presidente Lula, que havia exposto apoio ao Pix durante a inauguração de um hospital universitário em Goiás. Lula havia defendido o sistema de pagamentos brasileiro diante de novas tarifas propostas pelos EUA.
Flávio afirmou que, caso Lula mantenha boa relação com Washington, o Brasil poderia evitar a tarifa. Segundo o senador, a medida tarifária seria decorrência do comportamento do atual governo, que poderia penalizar empresas brasileiras. A fala ocorreu após o país vizinho anunciar a medida.
Proposta tarifária dos EUA
Os EUA propuseram uma tarifa extra de 25% sobre importações brasileiras, segundo investigação sob a Seção 301. O governo americano apontou suposto tratamento preferencial ao Pix como prejudicial a empresas norte-americanas, e abriu consulta pública sobre o tema.
A medida estabelece prazo até 15 de julho para o Brasil adotar medidas corretivas antes da aplicação definitiva. Além da tarifa de 25%, houve também proposta de 12,5% em razão de falhas no combate ao trabalho forçado, envolvendo uma lista de 60 países.
As propostas tarifárias foram anunciadas dias após reunião entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. A discussão envolve a percepção sobre desrespeito a normas comerciais e padrões de competitividade entre os dois países.
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