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Lula cobra ministros para entregar projetos até 3 de julho

Lula cobra coordenação entre ministérios para entregar projetos até 3 de julho; após isso, a entrega de obras é proibida pela lei eleitoral

— Foto: Ricardo Stuckert / PR
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  • O presidente Lula cobrou aos ministros que entreguem projetos até o dia 3 de julho, sob risco de falta de coordenação entre ações do governo.
  • Após essa data, a entrega de obras fica proibida pela legislação eleitoral.
  • A cobrança ocorreu durante reunião no Palácio do Planalto, com foco na necessidade de participação da Casa Civil nas entregas à população.
  • Lula afirmou que, sem presença de ministros, não fica claro quem representa o governo federal nas entregas.
  • Ele também criticou ministros que recorrem a tribunais superiores sem consultar a Casa Civil e a Advocacia-Geral da União.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a todos os ministros que não inaugurassem obras ou entregas sem o conhecimento direto da Casa Civil. A orientação foi dada nesta quarta-feira, durante reunião no Palácio do Planalto. O objetivo é evitar a ausência de coordenação e fortalecer a representação institucional do governo nas ações.

O mandatário informou que a entrega de projetos até o dia 3 de julho deve ocorrer com participação do governo central. A partir dessa data, a legislação eleitoral restringe a divulgação de obras públicas, para evitar uso indevido de obras em pré-campanha.

Lula destacou que há casos em que obras são inauguradas sem a presença do ministro responsável, dificultando a identificação de quem representa o governo. A fala reforça a necessidade de maior clareza sobre a representação institucional durante entregas à população.

O presidente também criticou iniciativas de alguns ministros que recorrem a tribunais superiores sem consultar previamente a Casa Civil e a Advocacia-Geral da União. Atribuiu a prática à ausência de coordenação e reiterou a importância de um governo unitário e próximo aos compromissos legais.

A orientação, segundo interlocutores, busca evitar vazamentos e informações desencontradas sobre ações governamentais, assegurando transparência no processo decisório. A liderança ressalta que a comunicação entre os órgãos deve ocorrer com antecedência para evitar controvérsias públicas.

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