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Quem foi Joaquim Silvério dos Reis, citado erroneamente por Lula

Lula cometeu equívoco ao dizer que Joaquim Silvério dos Reis foi enforcado por delatar Tiradentes; Silvério morreu de causas naturais em 1819

Joaquim Silvério dos Reis foi o delator de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
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  • Lula errou ao dizer que Joaquim Silvério dos Reis foi enforcado por ter delatado Tiradentes; na verdade, Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792, e Silvério morreu de causas naturais em 1819.
  • Silvério dos Reis denunciou Tiradentes à Coroa Portuguesa durante a Inconfidência Mineira em troca do perdão de dívidas com a Fazenda Real.
  • A delação de Silvério ficou conhecida como uma das primeiras delações premiadas no Brasil.
  • Após a delação, Silvério foi recompensado pela Coroa, fugiu para Lisboa, retornou ao Brasil em 1808 e passou a viver no Maranhão, em São Luís, onde liderou milícias por cerca de dez anos.
  • A declaração de Lula ocorreu durante evento em Catalão (Goiás) ao criticar a chamada “família Bolsonaro” por solicitar que os Estados Unidos classificassem PCC e CV como organizações terroristas.

Joaquim Silvério dos Reis foi citado por Lula como responsável pela morte de Tiradentes, em uma afirmação que reforçou críticas à família Bolsonaro. O presidente afirmou que Silvério foi enforcado por delatar Tiradentes, ao comparar o que chamou de traição com ações atuais.

Na prática, Silvério dos Reis foi o delator de Tiradentes à Coroa portuguesa, em 1789. Tiradentes foi executado em 21 de abril de 1792, por enforcamento, durante a Inconfidência Mineira. Silvério morreu de causas naturais em 1819, não tendo sido executado.

O episódio de Lula ocorreu durante evento em Catalão, Goiás, quando o presidente criticou pedidos para classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O comentário gerou repercussão por ligar uma figura histórica a alianças políticas contemporâneas.

Contexto histórico

Joaquim Silvério dos Reis (1756-1818) integrou a Inconfidência Mineira, movimento que buscava autonomia colonial. O delator era amigo de Tiradentes e chegou a colaborar com a coroa para obter perdões de dívidas com a Fazenda Real, recebendo vantagens. Desfechos da época mostraram que Tiradentes foi o principal alvo do movimento, enquanto Silvério permaneceu vivo por anos.

Depois da delação, Silvério recebeu recompensação da coroa portuguesa e chegou a fugir para Lisboa. Ao retornar ao Brasil em 1808, estabeleceu-se no Maranhão, onde, segundo fontes, comandou milícias e teve domínio de propriedades. Historiadores ressaltam que o tema da trajetória dele é objeto de estudo para entender a complexidade de personagens históricos.

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