- Segurança pública deve ser tema central no debate eleitoral no Brasil, conforme análise da Atlas/Intel, com base em pesquisa recente.
- A classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas ampliou a percepção de criminalidade e violência entre eleitores.
- Dados apontam que cerca de 50% a 51% votariam com mais facilidade em alguém que defenda medidas mais duras na área de segurança; mais da metade avalia o desempenho do governo nesse setor como ruim ou péssimo.
- Aproxima-se uma maioria de cerca de 74% que vê o sufocamento financeiro das facções como a melhor estratégia de combate, alinhando-se, segundo o analista, com o que tem sido adotado pelo governo.
- A imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros vem se deteriorando desde o tarifazo, com 52% mantendo visão negativa; a percepção sobre Donald Trump influencia ainda a visão do país.
O tema da segurança pública deve ocupar posição central no debate eleitoral brasileiro deste ano. Yuri Sanches, head de análise política da Atlas/Intel, aponta que acontecimentos recentes evidenciam a saliência do tema na percepção dos eleitores. A leitura vem de um levantamento da empresa.
Segundo Sanches, a designação do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas ampliou a sensação de criminalidade e violência como problemas-chave, o que pode influenciar a pauta da campanha.
Em análise à CNN, o especialista diz que a segurança já era ponto vulnerável do governo no final do ano passado, quando uma megaoperação no Rio de Janeiro elevou a desaprovação ao governo federal e gerou transferência de apoio.
Outra leitura aponta que Flávio Bolsonaro usou o tema para tentar recompor forças políticas após a divulgação de um áudio envolvendo Daniel Vorcaro, reforçando a importância do tema para cenários eleitorais.
Os dados da pesquisa mostram que aproximadamente 50% a 51% responderam que votariam com mais facilidade em alguém que defendesse medidas mais duras na área de segurança, enquanto mais de metade avalia o desempenho do governo como ruim ou péssimo.
Ainda segundo o levantamento, cerca de 74% veem como melhor estratégia o sufocamento financeiro das facções, alinhando-se à linha de atuação já adotada pelo governo. Sanches afirma que esse dado sinaliza caminhos possíveis para oposição e situação.
Imagem dos EUA e efeito Trump
A análise também aborda a percepção brasileira sobre Donald Trump e os Estados Unidos. A imagem do país era, em geral, mais positiva, mas o cenário mudou com o tarifaço, levando parte da população a ver os EUA de forma menos favorável.
Hoje, 52% dos brasileiros manifestam visão negativa dos Estados Unidos, o que Sanches classifica como impacto da figura de Trump sobre a percepção do país na região.
Sobre a propensão a interferência externa, o analista aponta que há mistura de confiança no sistema eleitoral brasileiro com ingenuidade diante de exemplos internacionais de apoio a candidatos e tentativas de formas de intervenção em eleições alheias.
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