- A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou uma medida para impedir novas ações militares de Donald Trump no Irã, em votação de 215 a 208.
- A proposta é uma resolução concurrent, que exigiria retirada das forças americanas ou aprovação do Congresso para o conflito, se aprovada pelo Senado.
- O projeto é visto como largely simbólico, mas aumenta a pressão sobre a administração para pôr fim ao conflito, com subir de preços de combustível e oposição pública.
- Quatro republicanos se opuseram a Trump — Thomas Massie, Brian Fitzpatrick, Tom Barrett e Warren Davidson — ao lado de democratas, incluindo Jared Golden, este último apoiando a medida nesta vez.
- A Casa Branca rejeitou os méritos da medida e descreveu a ação como inconstitucional tentativa de restringir o poder presidencial.
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou, na quarta-feira, uma resolução de poderes de guerra para impedir ações militares adicionais contra o Irã. O texto exige a retirada de tropas ou a aprovação do Congresso para qualquer novo conflito, e foi aprovado por 215 votos a 208.
O presidente Donald Trump reagiu, via Truth Social, chamando o grupo de “antipatriota” e atacando quatro republicanos que apoiaram a medida, além dos democratas. A Casa Branca classificou a iniciativa como inconstitucional e sem força legal definida.
A votação é a quarta tentativa da Câmara de limitar os poderes de guerra do governo. Um texto semelhante já avançou no Senado em maio, mas ainda não recebeu votação completa.
Apesar de simbolismo, o resultado aumenta a pressão sobre a gestão para buscar um desfecho para o conflito. Preços de combustível subiram e a oposição pública ao conflito ganhou força nos últimos dias.
As divergências dentro do Partido Republicano ficaram evidentes. Os quatro republicanos que votaram a favor foram Thomas Massie, Brian Fitzpatrick, Tom Barrett e Warren Davidson, ao lado de Jared Golden, democrata de Maine, que havia se oposto a medidas semelhantes no passado.
Barrett afirmou que votou com a consciência e a convicção sobre o que considerava correto. Questionado sobre retaliação política, ele disse estar disposto a aceitar as consequências do voto.
Entre na conversa da comunidade