- O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, afirmou nas redes sociais que é perplexo com a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros, mãe do Henry Borel.
- Cavaliere manteve a demissão de Monique Medeiros dos quadros da Secretaria Municipal de Educação, anunciada em 25 de março.
- Desde o crime, Monique ainda recebia salários como servidora pública municipal, apesar de ter perdido o cargo.
- O julgamento de Henry Borel durou dez dias, o mais longo do Tribunal do Júri no Rio de Janeiro, e Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.
- Os jurados desclassificaram homicídio doloso contra Monique, condenando-a por omissão em relação à tortura, com pena de 1 ano e 4 meses de detenção em regime aberto.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou em redes sociais que manterá a demissão de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, da Secretaria Municipal de Educação. A postagem crítica o perdão judicial concedido a Monique.
Cavaliere disse que a decisão da Justiça causou perplexidade e destacou que Jairinho, padrasto da criança, foi condenado a mais de 43 anos de prisão. Ele lembra que Henry era uma vítima de violência dentro de casa.
A decisão administrativa, de 25 de março, afastou Monique do cargo de professora na rede municipal. Ela deixou de ser servidora, permanecendo salários recebidos desde o crime. O júri durou dez dias e é considerado o mais longo do Tribunal do Júri no RJ recente.
Contexto e desdobramentos
O julgamento resultou na condenação de Jairinho por homicídio qualificado, tortura e coação. Monique Medeiros teve a acusação de homicídio desclassificada e foi condenada por omissão em relação à tortura sofrida pela criança.
O caso Henry Borel ganhou ampla repercussão. A decisão judicial sobre Monique gerou reação política e acendeu debates sobre responsabilização de familiares em casos de violência doméstica. O desfecho judicial e a demissão administrativa seguem sem mudanças anunciadas pelo governo municipal.
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