Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PF pede quebra de sigilo de fundo que financia Dark Horse

PF solicita quebra de sigilo do fundo Havengate Development Fund nos EUA, alegando financiamento de Dark Horse para despesas de Eduardo Bolsonaro e possíveis pressões

Jim Caviezel em cena de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro
0:00
Carregando...
0:00
  • A Polícia Federal pretende pedir aos Estados Unidos a quebra de sigilo do fundo Havengate Development Fund, usado para financiar o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.
  • Uma das suspeitas é de que os recursos tenham bancado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e possível tentativa de coação de autoridades brasileiras por meio de aliados de Donald Trump.
  • O fundo, administrado por Paulo Calixto, teria recebido parte dos cerca de 61 milhões de reais para a produção, com recursos vindos de Entre Investimentos e Participações, empresa ligada ao dono do Banco Master, e direcionados ao Texas.
  • A PF planeja usar a Difusão Prata da Interpol para apurações relacionadas ao caso Master, com três caminhos possíveis: integrar as investigações ao processo do Master, manter sob relatoria de Moraes ou distribuir aleatoriamente a outro ministro do STF.
  • A abertura de novo inquérito depende de aval do STF e da cooperação da Justiça dos Estados Unidos; Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde 2025 e é réu em ação no STF por coação.

A Polícia Federal pretende solicitar aos Estados Unidos a quebra de sigilo do fundo Havengate Development Fund, que teria recebido recursos de um ex-banqueiro. A finalidade é investigar se parte desses recursos financiou o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se houve uso para despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior. A ação envolve cooperação entre as autoridades brasileiras e a Justiça dos EUA, com aval necessário.

A PF aponta que os recursos teriam sido destinados ao fundo no Texas, para o financiamento da produção. O dinheiro seria controlado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, e a administração do fundo ocorreria por meio da Havengate Development Fund. Parte dos recursos envolve a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao dono do Banco Master.

A investigação ocorre no contexto de apurações sobre o Master e ações associadas a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou em entrevista que há interesse em instaurar um inquérito para apurar o envio de recursos de Vorcaro aos EUA com esse objetivo. A depender da manifestação da PGR, o caso pode ser encaminhado ao STF, à Justiça competente ou distribuído entre os ministros do tribunal.

Novo inquérito e caminhos possíveis

A PF descreve três cenários para o andamento das apurações: integrar o tema ao caso do Master, sob relatoria de André Mendonça; manter sob relatoria de Alexandre de Moraes, que conduz investigações sobre Eduardo Bolsonaro; ou distribuir a investigação entre outros membros do STF. O STF já recebeu pedidos para incluir Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em desdobramentos do caso.

Para a quebra de sigilo, a PF aguarda a autorização da Justiça dos Estados Unidos e a cooperação necessária das autoridades locais. A iniciativa também envolve a possibilidade de utilização da Difusão Prata da Interpol, destinada a localizar bens de investigados, em paralelo a demais apurações ligadas ao Master.

Contexto do financiamento e reação

O fundo Havengate Development Fund teria recebido parte dos cerca de 61 milhões de reais destinados à produção. Documentos indicam que Calixto mantém vínculos com Eduardo Bolsonaro, inclusive em registros públicos de 2023. O fundo foi criado em dezembro de 2020 e o caso envolve ações que variam entre financiamento de produção e questões de residência do ex-deputado no exterior.

Resposta de Flávio Bolsonaro, na época, mencionou que os aportes não seriam destinados a Eduardo e que o financiamento ocorreria por meio de um fundo específico da produção. Calixto, por sua vez, não comentou publicly até o momento. A PF continua analisando representações recebidas e decidirá sobre o encaminhamento institucional das investigações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais