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Peru: Justiça decide levar candidato a julgamento dois dias antes da eleição

A dois dias do segundo turno, Justiça leva Roberto Sánchez a julgamento por suposta declaração falsa de financiamento do partido; pleito segue com immunidade prevista

Foto colorida mostra Roberto Sanchez e Keiko Fujimori, candidatos a presidente do Peru - Metrópoles
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  • Justiça do Peru decidiu levar o candidato Roberto Sánchez a julgamento por suposta declaração falsa de financiamento de seu partido, ocorrida há cerca de seis anos.
  • A decisão foi anunciada dois dias antes do segundo turno das eleições, em que Sánchez enfrentará Keiko Fujimori.
  • A votação não altera o pleito: se Sánchez vencer, terá imunidade conforme a constituição peruana.
  • O Ministério Público pediu pena de cinco anos e quatro meses de prisão; defesa de Sánchez pretende recorrer em uma semana.
  • Segundo o MP, houve inconsistências nos informes financeiros do Juntos pelo Peru (2018 a 2020), com mais de US$ 57 mil em aportes não declarados.

A Justiça do Peru decidiu levar o candidato Roberto Sánchez a julgamento por uma suposta declaração falsa de financiamento de seu partido, ocorrida há cerca de seis anos. A decisão foi anunciada dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, em que Sánchez enfrentará Keiko Fujimori, de direita.

O julgamento será oral, após decisão do juiz Adolfo Farfán, em audiência virtual de dois dias. O Ministério Público pediu pena de cinco anos e quatro meses de prisão e afirmou estar de acordo com a resolução que aponta mérito para o processo. A decisão não impede a participação de Sánchez no pleito, pois, se eleito, ele gozará de imunidade conforme a constituição peruana.

Segundo o MP, houve inconsistências nos informes financeiros do Juntos pelo Peru, relacionados a campanhas regionais e municipais entre 2018 e 2020. A acusação aponta que Sánchez recebeu mais de US$ 57 mil de integrantes do seu grupo para atividades partidárias não declaradas ao ONPE.

A defesa de Sánchez informou que vai recorrer, com prazo de uma semana. O candidato tem afirmado que o caso tenta desacreditá-lo politicamente e que, segundo ele, havia arquivamento anterior por falta de provas. As eleições ocorrem em um contexto de instabilidade política no país.

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