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PL supera PT em emendas empenhadas no 1º semestre de 2026

PL lidera emendas empenhadas no 1º semestre de 2026 com R$ 3,10 bilhões, enquanto liberados chegam a R$ 29,32 bilhões até 3 de junho, acelerando votações no Congresso

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  • O PL lidera as emendas empenhadas no 1º semestre de 2026, com R$ 3,10 bilhões, seguido pelo PT com R$ 2,16 bilhões.
  • PSD (R$ 2,09 bilhões) e União Brasil (R$ 2,08 bilhões) completam o grupo com R$ 9,43 bilhões, quase metade do total destinado a siglas em 2026 (46,4%).
  • Emendas de bancadas estaduais e de comissões técnicas somam R$ 11,09 bilhões do montante total.
  • O governo acelerou as liberações nos meses de abril e maio de 2026, levando o total empenhado de R$ 1,05 bilhão no fim de março para R$ 29,32 bilhões até 3 de junho.
  • Entre os congressistas, os maiores volumes de emenda empenhada no ano são de Eduardo Braga ( MDB-AM ) e Giordano ( Podemos-SP ), com 73 milhões de reais cada; seguem Romário, Weverton e Jader Barbalho.

Os emendas empenhadas pelo governo de Lula avançaram rapidamente no 1º semestre de 2026, com o PL (Partido Liberal) liderando o ranking entre as siglas de oposição. O partido registrou R$ 3,10 bilhões em emendas empenhadas, seguido pelo PT (R$ 2,16 bilhões). PSD e União Brasil completaram o quarteto com R$ 2,09 bilhões e R$ 2,08 bilhões, respectivamente, somando R$ 9,43 bilhões.

Juntas, as emendas de bancadas estaduais e de comissões técnicas renderam R$ 11,09 bilhões do total distribuído. No acumulado do ano, as liberações passaram de R$ 1,05 bilhão no fim de março para R$ 29,32 bilhões até 3 de junho, segundo o Siop.

Liberações aceleraram para votações cruciais

Os dados do Siop indicam que o governo acelerou as liberações em abril e maio de 2026 para sustentar votações no Congresso, como a sabatina de Jorge Messias e a definição da escala 6 X 1. O montante acumulado subiu de forma expressiva nesse período.

No começo de abril, o saldo anual era de R$ 2,73 bilhões. Em 10 de abril, com a sabatina de Messias na CCJ para vaga no STF, o total subiu para R$ 4,31 bilhões e chegou a R$ 8,08 bilhões em 13 de abril. Em maio, houve novo impulso: após atingir R$ 14,18 bilhões em 7 de maio, passaram a ser empenhados R$ 5,72 bilhões em 24 horas, elevando o total a R$ 19,90 bilhões em 8 de maio.

Emendas por parlamentar e pelos tipos de Emendas

Entre os congressistas, Eduardo Braga (MDB-AM) e Giordano (Pode-SP) lideram o ranking de empenhos individuais, com R$ 73 milhões cada. Em seguida aparecem Romário (PL-RJ), Weverton (PDT-MA) e Jader Barbalho (MDB-PA), todos acima de R$ 70 milhões. Essas cinco lideram o ranking de empenho por parlamentar no 1º semestre de 2026.

As emendas são pagas pela SRI (Secretaria de Relações Institucionais), que passou a gerenciar o fluxo em meio a mudanças orçamentárias. Em 29 de maio, o presidente assinou o decreto 12.990, que bloqueia R$ 23,7 bilhões em despesas discricionárias de 2026 e permite ampliar os valores autorizados para pagamento de emendas parlamentares, com compensação em outras rubricas.

A medida busca manter o ritmo de liberações para o Congresso enquanto o governo atua em cenário de contenção fiscal. Existem três tipos de emendas: individuais, impositivas desde 2015; de bancada, definidas por deputados de cada estado; e de comissão, definidas por temas.

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