- No Peru, Keiko Fujimori, de direita, enfrenta Roberto Sánchez, da esquerda radical, no segundo turno das eleições presidenciais.
- Voto envolve 27,1 milhões de eleitores (1,1 milhão no exterior) que vão às urnas neste domingo, 7 de junho.
- O país vive cenário de instabilidade política, com histórico de derrubadas de chefes de Estado e Congresso atuando com forte capacidade de manter ou derrubar o próximo presidente.
- Sánchez é alvo de controvérsias legais, pode enfrentar julgamento por financiamento do seu partido; se vencer, terá imunidade prevista pela Constituição.
- Analistas apontam que Sánchez tem conseguido mobilizar indecisos e que Keiko mantém base relevante, mas enfrenta críticas pela ligação com o fujimorismo e debate controverso.
O segundo turno das eleições presidenciais no Peru reunirá 27,1 milhões de eleitores, sendo 1,1 milhão no exterior. Keiko Fujimori disputa a Presidência contra Roberto Sánchez, em uma disputa entre esquerda radical e direita conservadora. A votação ocorre neste domingo, em meio a um cenário político instável no país.
O Peru é marcado por uma democracia frágil: nos últimos dez anos, oito presidentes passaram pela cadeira. O vencedor terá o desafio de enfrentar um Congresso histórico por derrubar chefes de Estado, mantendo a governabilidade diante de tensões políticas.
Na reta final da campanha, Keiko Fujimori afirmou buscar um governo capaz de trazer paz e ordem, evitando caos. Sánchez, por sua vez, usou o palanque para criticar a adversária, ao lado de símbolos de camponeses e trabalhadores.
Se vencer, Sánchez pode ter imunidade prevista pela Constituição; caso perca, enfrenta risco de novas ações judiciais por suposta fraude em financiamento de campanha. Ambos prometem governar com foco em segurança e combate à instabilidade econômica.
Análises e cenários
O professor Eduardo Dargent aponta que Sánchez ganhou fôlego entre indecisos ao promover alianças e mobilizar o antifujimorismo. Keiko mantém base de aproximadamente 10% do eleitorado, com força em temas de segurança e estabilidade.
Dargent observa que a campanha de Keiko está fortemente associada ao fujimorismo e à atuação no Congresso. O pesquisador ressalta que a juventude tende a ter menos memória dos anos 1990, o que favorece a imagem de Keiko entre setores urbanos.
Paula Távara Pineda ressalta que pesquisas recentes indicam leve vantagem para Sánchez, destacando maior capacidade de mobilização popular e formação de alianças. A analista também comenta a possibilidade de tensões políticas após a eleição.
Entre na conversa da comunidade