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Construtora diz ter recomendado interditar ponte no Acre um dia antes da queda

Construtora alega ter recomendado a interdição da ponte no Acre um dia antes do desabamento; governo responsabiliza a empresa e afirma que a obra estava na garantia

Estrutura estava interditada desde quinta-feira. Crédito: Reprodução/Redes Sociais
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  • A construtora Cidade informou ter identificado instabilidade no solo e recomendado a interdição total da ponte Frei Paolino Baldassari um dia antes do desabamento, citando erosão, rachaduras e desníveis em pontos próximos.
  • Levantamentos apontaram movimentações de solo em área de aproximadamente dezesseis mil metros quadrados, abrangendo também áreas adjacentes do bairro vizinho.
  • A empresa afirma ter encaminhado ao Deracre, na quinta-feira, por volta das treze horas, recomendação formal para interditar a ponte, devido ao risco identificado.
  • O governo informou que a erosão nas margens de rios pode ter contribuído para o desab, destacando a experiência da empresa em pontes na região amazônica e que o fenômeno das terras caídas é comum em rios jovens como o Iaco.
  • A governadora afirmou que a construtora será responsabilizada; a obra custou R$ 36 milhões e foi inaugurada em março de 2024. A Procuradoria-Geral do Estado vai pedir tutela para reconstrução ou solução de travessia, podendo pleitear bloqueio de bens da empresa; quatro feridos, um em estado grave.

A ponte Frei Paolino Baldassari, no Acre, desabou na noite de sexta-feira, 5, após horas de forte instabilidade no terreno. A construtora Cidades afirma ter recomendado a interdição do conjunto na véspera, diante de sinais de erosão, rachaduras e desníveis em pontos próximos à obra. A estrutura fica sobre o Rio Iaco, na cidade de Acrelândia.

Segundo a empresa, levantamentos mostraram movimentações de solo em uma área de cerca de 16 mil metros quadrados, abrangendo o entorno da ponte. A recomendação formal para interditar o trecho, incluindo trânsito de pedestres, foi encaminhada ao Deracre na quinta-feira, 4, por volta das 13 horas, como medida de segurança.

A respeito do desabamento, o governo estadual aponta o fator erosão de margens de rios como possível desencadeador, mas ressalta a experiência da construtora em obras na região e a necessidade de soluções para o fenômeno das terras caídas. O caso será avaliado pela Procuradoria-Geral do Estado para medidas legais.

Período de garantia e responsabilidades

A governadora Mailza Assis afirmou que a empresa será responsabilizada e que a ponte estava dentro do período de garantia. A obra custou 36 milhões de reais e foi inaugurada em março de 2024, durante a gestão anterior. O Deracre supervisionou a construção, executada pela Construtora Cidade em prazo curto.

De acordo com o governo, a obra foi contratada em modalidade integrada, ou seja, a empresa assumiu integralmente as etapas de projeto básico, projeto executivo e execução. O governo afirma que o projeto técnico ficou sob responsabilidade da empresa, sem participação direta do Deracre na concepção.

A Procuradoria-Geral do Estado informou que poderá pedir tutela antecipada para obrigar a reconstrução ou oferecer alternativa de travessia. Também se estuda o bloqueio de bens da empresa no valor do contrato e o fornecimento de assistência aos quatro feridos, com um estado grave registrado. Não há previsão de prazo para a reconstrução.

Histórico recente e próximos passos

A ponte havia sido concluída após trabalho intenso da equipe do Deracre, com participação estatal destacada na entrega. O governo afirma que está mobilizando engenheiros para avaliar a estrutura e evitar que prejuízos afetem a população local. O desabamento gerou impactos na mobilidade e na segurança da região.

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