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Depoimentos de babá e ex-enteada ajudam na condenação de Jairinho

Depoimentos da babá e da ex-enteada contribuem para condenação de Jairinho por homicídio doloso qualificado e tortura contra Henry Borel, com pena de 43 anos, em regime fechado

A defesa de Jairinho anunciou que entrará com recurso pela anulação do julgamento - (crédito: Tomaz Silva/Agencia Brasil)
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  • Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, por homicídio doloso qualificado e tortura contra o enteado Henry Borel, de quatro anos.
  • As declarações da babá de Henry e da filha de uma ex-namorada de Jairinho foram decisivas para o veredito, destacando episódios de agressão e afogamento envolvendo o padrasto.
  • A babá relatou três ocorrências de tortura; o segundo episódio, em 12 de fevereiro de 2021, foi o que resultou na condenação de Jairinho e de Monique Medeiros.
  • Monique Medeiros da Costa e Silva teve a imputação de homicídio doloso qualificado por omissão desclassificada para homicídio culposo por omissão, sendo condenada por tortura por omissão e beneficiada com perdão judicial nesse delito.
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a anulação do julgamento, alegando irregularidade na votação relacionada à interpretação da omissão de Monique em relação ao homicídio; Jairinho ainda pretende recurso para anular o julgamento.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, foi condenado por homicídio doloso qualificado e por tortura contra seu enteado, Henry Borel, aos 4 anos de idade. O veredito ocorreu no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após julgamento iniciado em 25 de maio de 2026 e encerrado na madrugada de 4 de junho.

Os depoimentos decisivos vieram da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, e da filha de uma ex-namorada de Jairinho. Ambos relataram agressões físicas ocorridas em 2021, com descrições de momentos de violência que teriam culminado na morte da criança.

Jairinho recebeu a pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, no complexo penitenciário de Bangu. A defesa anunciou recurso para contestar o veredito, defendendo a validade das provas apresentadas.

Desdobramentos no caso

A mãe da vítima, Monique Medeiros da Costa e Silva, teve a imputação de homicídio doloso por omissão desclassificada, permanecendo condenada por tortura por omissão, com perdão judicial no tocante ao delito culposo.

Henry Borel faleceu em 8 de março de 2021. Laudos apontaram hemorragia interna e laceração no fígado provocadas por violência física.

Testemunhos e contexto

A babá Thayná relatou três situações de agressão; no julgamento, apenas a segunda oportunidade de violência contra a criança foi considerada pela condenação de Jairinho e Monique. Uma terceira acusação foi juntada a partir de registros ausentes.

O pai da vítima, Leniel Borel, afirmou que o perdão a Monique representa uma nova violação à memória de Henry e prometeu recorrer judicialmente para eventual anulação do julgamento, conforme informou o Ministério Público do Rio.

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