- A oposição reuniu 19 das 23 assinaturas necessárias para protocolar uma CPI na Alesp para investigar vínculos entre o Banco Master e prefeituras paulistas.
- A apuração pode alcançar também o governo de São Paulo, dependendo dos desdobramentos.
- A ideia é verificar doações de campanha, como os 2 milhões de reais enviados à campanha de Tarcísio de Freitas em 2022 pelo cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel.
- A Polícia Federal aponta Zettel como um dos operadores do caso envolvendo o Banco Master.
- O deputado Guilherme Cortez criticou a dificuldade de obter as assinaturas restantes neste ano eleitoral e ressaltou a importância da mobilização social para viabilizar a CPI.
Oposição afirma ter 19 das 23 assinaturas necessárias para a criação de uma CPI na Alesp para investigar vínculos entre o Banco Master e prefeituras do interior e da capital paulista. A fala é do deputado Guilherme Cortez (PSOL-SP) em 8 de junho de 2026.
Segundo Cortez, a comissão poderá também apurar possíveis relações com o governo de São Paulo, dependendo dos desdobramentos da investigação. O objetivo é mapear apoio financeiro de fornecedores à gestão municipal.
A oposição aponta como peça-chave a doação de R$ 2 milhões recebida por Tarcísio de Freitas em 2022, feita por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, segundo a PF, ligado ao caso envolvendo o Banco Master. A viabilidade da CPI depende das assinaturas faltantes.
O deputado reconhece a dificuldade de obter as assinaturas restantes em ano eleitoral, mas acredita que mobilização social pode viabilizar a instalação da CPI.
Privátizações e cenário eleitoral
Cortez afirma que o tema das privatizações deve ganhar destaque no debate paulista, com a privatização da Sabesp entre as pautas. O parlamentar diz que parte da esquerda errou ao considerar o interior como território perdido.
Ele aponta que o governo estadual não tem dado atenção suficiente à região. A agenda de 2026 deve aprofundar propostas de gestão e financiamento municipal.
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