- A operação Infiltrados, do Gaeco do Ministério Público de São Paulo, mira agentes públicos suspeitos de ligação com o PCC e de favorecer a facção.
- Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária, nas cidades de Campinas e Cardoso.
- Um dos focos é o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Campinas, com suspeita de repassar informações confidenciais à organização criminosa.
- Também há um ex-estagiário do Ministério Público, que teria se infiltrado em uma Promotoria Criminal de Campinas para obter dados sigilosos e cobrar dinheiro em troca de proteção.
- Um ex-investigador da Polícia Civil e um policial penal também são mencionados nos autos como integrantes do possível esquema, ainda sem prisões determinadas para todos os envolvidos.
A operação Infiltrados, realizada pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (9), mira agentes públicos suspeitos de ligação com integrantes do PCC e de atuar para favorecer a organização criminosa. Os mandados foram cumpridos em Campinas e Cardoso. A ação é desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White, que investigavam um possível atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco de Campinas.
Segundo o Ministério Público, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária. Entre os presos estão um ex-estagiário do próprio MP, o chefe dos investigadores da Dise de Campinas e um ex-investigador da Polícia Civil. Um policial penal também é citado nas investigações, mas não era alvo de prisão. As apurações apontam corrupção, violação de sigilo e extorsões conectadas à facção.
Chefe dos investigadores da Dise de Campinas
O foco principal envolve o chefe da Dise de Campinas, apontado como articulador de ações para facilitar infiltração de integrantes do PCC nos quadros do Ministério Público. Investigações indicam que, dias antes da deflagração da Operação Pronta Resposta, houve reunião entre o suspeito e um policial. Vídeos registrados teriam registrado o encontro e a eventual troca de informações sensíveis.
Ex-estagiário do Ministério Público
Outro investigado é um ex-estagiário do MP, que, segundo o Gaeco, teria se infiltrado em uma Promotoria Criminal de Campinas para acessar sistemas internos e bancos de dados. A partir do acesso, o suspeito teria exigido dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações.
Ex-investigador expulso da Polícia Civil
A operação também envolve um ex-investigador da Polícia Civil, que teria contribuído para identificar membros da organização criminosa com poder econômico. O Ministério Público aponta que ele integra o núcleo responsável por extorsões envolvendo suposta proteção contra investigações.
Policial penal e desdobramentos
Um policial penal é citado como participante do esquema, ajudando na obtenção de informações. Ele não figurar entre os alvos de prisões temporárias divulgadas até o momento. As apurações também avaliam a atuação de agentes públicos na obtenção de dados para facilitar a atuação criminosa.
Contexto e objetivos da operação
A investigação busca esclarecer casos de corrupção, vazamento de informações sigilosas e tentativa de infiltração de integrantes da facção nos órgãos do sistema de Justiça. A atuação aponta para um possível esquema de extorsão e uso de redes de comunicação para keuntungan ilícitos. As apurações seguem em andamento.
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