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Pai de Henry Borel critica decisão judicial como aberrante

Pai de Henry Borel classifica perdão judicial a Monique Medeiros como "aberração jurídica" e defende novo júri, atuação do CNJ e anulação do veredito

(Foto: YouTube Gazeta do Povo)
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  • Leniel Borel, pai de Henry Borel, critica a decisão de perdão judicial a Monique Medeiros e diz que há risco de precedente para casos de violência contra crianças.
  • Ele informou que o recurso para anular o julgamento já foi apresentado e a defesa busca um novo júri.
  • Segundo Leniel, o Ministério Público recorreu, e a assistência de acusação também, alegando que os jurados já haviam decidido pelo homicídio doloso.
  • O pai pretende questionar a atuação da juíza do caso no Conselho Nacional de Justiça, solicitando suspeição e manutenção de apenas fatos apresentados durante o júri.
  • Leniel lembrou que houve relatos de agressões anteriores a Henry e afirmou que a responsabilidade da mãe está ligada ao papel protetor esperado, acentuando a gravidade do caso.

Após ingressar com recurso para anular o julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, Leniel Borel voltou a criticar a decisão e a condução do Tribunal do Júri. O pai de Henry Borel, morto em 2021 aos 4 anos, afirmou que a sentença cria um precedente perigoso para casos contra crianças e pediu novo julgamento.

Para Leniel, o resultado não condiz com os fatos debatidos durante 11 dias de júri. Alega que Monique foi condenada por homicídio doloso e, em seguida, teve uma nova quesitação que levou ao homicídio culposo com perdão judicial. O pai afirma que a defesa já trabalha para reverter o veredito.

Ele informou que o Ministério Público já recorreu e que a assistência de acusação também recorrerá, pedindo a anulação do júri. A defesa pretende questionar a atuação da magistrada responsável e deve acionar o CNJ para pedir a suspeição da juíza, argumentando que houve influência sobre o resultado.

Contexto do caso

Leniel relembrou que houve relatos de agressões anteriores contra Henry, apresentados durante o julgamento, com depoimentos de babá, familiares e da própria Monique. O pai ressaltou que a responsabilidade materna envolve proteção esperada pela sociedade.

Sobre Jairinho, ex-padrasto de Henry, Leniel destacou comportamento violento recorrente revelado no júri e classificou o réu como alguém com modus operandi.

Próximos passos

O pai do menino afirmou que pretende permanecer ativo na mobilização pela revisão do caso e pela proteção de outras crianças vítimas de violência doméstica, citando a Lei Henry Borel como marco de combate à violência.

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