- O presidente do PT, Edinho Silva, disse que o partido respeita a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de censurar a pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a intenção de voto de Flávio Bolsonaro.
- Nunes Marques determinou a retirada do ar da pesquisa, atendendo a parte do pedido da pré-campanha de Flávio, que alegou indução negativa no questionário.
- A pesquisa, divulgada em 19 de maio, indicou queda de seis pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno contra Lula.
- Edinho afirmou que respeita o Judiciário e que o TSE deve conduzir o processo eleitoral da melhor forma possível; o pronunciamento foi mais brando que o de outros petistas.
- O PT já havia sido alvo de críticas de outros integrantes, como o deputado Lindbergh Farias, que classificou o pedido como censura.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira, 9, que o partido respeita a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de censurar a pesquisa Atlas/Bloomberg que apontou queda de intenção de voto em Flávio Bolsonaro (PL). Edinho disse que a decisão deve ter fundamento e que o PT acatará o que o Poder Judiciário decidir.
Kassio Nunes Marques determinou a retirada do ar do levantamento, atendendo parcialmente a um pedido da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O pedido alegou que o questionário foi estruturado para induzir uma percepção negativa sobre o senador após o áudio envolvendo o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o financiamento do filme Dark Horse.
A pesquisa, divulgada em 19 de maio, indicou uma redução de 6 pontos nas intenções de voto de Flávio, em um cenário de segundo turno com Lula, que busca a reeleição. O levantamento foi o primeiro a ser publicado após a divulgação do áudio envolvendo as mensagens com Vorcaro.
Reação do PT e desdobramentos
Edinho Silva reforçou o compromisso do partido com a neutralidade do processo eleitoral. “Temos muito respeito pelo ministro Nunes Marques, esperamos que ele conduza o processo eleitoral da melhor forma possível e que o TSE decida com base na legislação”, disse.
Entre deputados petistas, a reação divergiu: Lindbergh Farias classificou o pedido judicial de censura como uma medida de censura. O tom de Edinho, no entanto, foi mais brando e enfatizou o respeito às decisões do Judiciário. A posição oficial do PT é manter o acompanhamento dos desdobramentos e acatar as decisões do TSE.
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