- A pesquisa Genial/Quaest deve ser divulgada na quarta-feira, 10, com campo de levantamento entre os dias cinco e oito de junho.
- O foco é observar se o desgaste de Flávio Bolsonaro após o caso Banco Master persiste e qual é o impacto inicial do tarifaço dos EUA na disputa.
- Institutos recentes mostraram Lula na dianteira e indicaram aumento da rejeição a Flávio; a Quaest vai testar se esse movimento continua ou se houve estabilização.
- O tarifaço americano ganhou espaço na campanha: Lula vincula o episódio a Flávio e Eduardo Bolsonaro; aliados tentam dissipar esse vínculo para evitar desgaste adicional.
- O terceiro ponto analisa o desempenho de outros pré-candidatos da direita, que seguem atrás dos dois primeiros colocados, conforme pesquisas recentes.
A nova pesquisa Genial/Quaest, prevista para divulgação na quarta-feira, 10, avalia a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro após o episódio envolvendo o Banco Master. O levantamento, realizado entre 5 e 8 de junho, chega em meio a sinais de recuperação de Lula e desvios na liderança do bolsonarismo para 2026.
Questiona-se se o desgaste do senador Flávio Bolsonaro persiste e qual o impacto inicial do tarifão anunciado pelos Estados Unidos sobre a campanha brasileira. Outros institutos já mostraram oscilações a favor de Lula, mas a Quaest poderá confirmar se esse movimento permanece estável ou se houve acomodação.
O BARCO DO DESGASTE DO BANCO MASTER
Desde o vazamento de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, institutos passaram a registrar mudanças no cenário eleitoral. A AtlasIntel, ainda suspensa pelo TSE, apontou vantagem de Lula no primeiro turno. Datafolha mostrou distância maior no segundo turno.
Outros levantamentos indicaram aumento da rejeição a Flávio. A Real Time Big Data indicou 38% de intenção de voto para Lula e 31% para Flávio no primeiro turno, com Lula ampliando a vantagem no segundo turno. Em relação à rodada anterior, Lula subiu e Flávio caiu.
O TARIFÃO DE TRUMP E A CAMPANHA
O segundo ponto de atenção envolve o efeito do tarifão de Donald Trump sobre produtos brasileiros. A crise diplomática elevou o volume de críticas entre governo e oposição e passou a ocupar o eixo da campanha.
Lula ligou o episódio à atuação de Flávio e de Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca. Aliados do senador procuram dissociar a candidatura do incidente, para evitar que a proximidade com Trump pese sobre a avaliação pública.
Como o campo foi realizado após o agravamento da crise, a Quaest deverá sinalizar as primeiras reações do eleitorado ao embate entre o Planalto e Washington. O acompanhamento ajudará a entender se o tema pode ganhar protagonismo na reta final.
A PESQUISA E O REAPRENDIZADO DO ELEITORADO
O estudo também observará se a polarização atual permanece sem concorrentes significativos. Mesmo com o enfraquecimento de Flávio em alguns levantamentos, não houve crescimento relevante de outros nomes da direita.
Caiado, Zema e Renan Santos aparecem com patamares baixos em várias sondagens. A Quaest pode indicar se algum candidato conservador consegue atrair parte do eleitorado que hoje demonstra descontentamento com Flávio.
O resultado ajudará a definir o tom do debate nas próximas semanas, indicando se Lula segue em recuperação ou se a campanha de Flávio encontra suporte suficiente para um reposicionamento relevante. O relatório completo será divulgado conforme agenda oficial.
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