- No domingo, o ONS cortou 30% da geração de usinas eólicas e solares para evitar excesso de oferta e manter a segurança do sistema.
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a medida foi pontual e assertiva, contribuindo para a estabilidade da energia no país.
- Segundo Silveira, houve queda de temperatura e, consequentemente, de demanda, o que levou o ONS a agir de forma imediata.
- O ministro não confirmou novos cortes e ressaltou a importância de confiar na competência do setor para evitar faltas de energia.
- O ONS acionou pela primeira vez o plano emergencial de curtailment para restringir a produção de usinas ligadas às redes de transmissão, mantendo o controle sobre o risco de desabastecimento.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descreveu a ação do ONS de cortar 30% da geração de usinas eólicas e solares sob controle do órgão como pontual e assertiva. O movimento ocorreu no domingo, 7, para preservar a estabilidade do sistema elétrico.
Silveira explicou que a medida visou evitar desequilíbrios entre fontes intermitentes e fontes firmes, como hidrelétricas e termelétricas. O corte foi necessário após uma queda brusca de temperatura que reduziu a demanda e, consequentemente, a carga.
Oposição a possíveis apagões foi evitada pelos ajustes imediatos do ONS, segundo o ministro, que ressaltou a atuação para manter a segurança energética nacional. O governo não detalhou novos planos, destacando a confiança na capacidade técnica da equipe.
Contexto operacional
No domingo, o ONS acionou o plano emergencial de curta duração, conhecido como curtailment, para reduzir a produção de energia de geradoras conectadas às redes de distribuição. A medida não afeta usinas ligadas diretamente às redes das distribuidoras.
O objetivo foi manter o equilíbrio entre a oferta e a demanda, diante da expectativa de menor consumo por feriado prolongado. A ação é parte de um conjunto de mecanismos para assegurar a estabilidade do sistema elétrico.
Participação e próximos passos
O ministro participou de reunião no Palácio do Planalto, com representantes do setor de etanol, quando confirmou a avaliação de que a medida foi efetiva. Não houve detalhamento sobre novos acionamentos ou cenários futuros.
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