- Dona Rosemary Álvares de Souza, a dona Rosinha, morreu aos 67 anos na última quinta-feira, em Itabira, Minas Gerais.
- Ela foi líder da associação do Quilombo Morro Santo Antônio por 16 anos, atuando em áreas como cultura, quilombo e defesa das mulheres.
- Em 2025, lançou o livro Memórias do Meu Quilombo pela Pallas Editora, com prefácio de Conceição Evaristo.
- O livro e a trajetória de dona Rosinha renderam-lhe convite para a Feira do Livro, em São Paulo, no Pacaembu, no domingo, 7 de junho; a curadoria manteve a mesa como homenagem póstuma após a morte.
- Nascida em 1959 no bairro Concórdia, em Belo Horizonte, sua história também marcou a participação em conselhos municipais e a luta por transporte, moradia, educação e saúde no quilombo.
Dona Rosinha, Rosemary Álvares de Souza, morreu aos 67 anos na última quinta-feira. Líder do Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira, MG, foi referência na luta de mulheres quilombolas e na organização comunitária local.
A ativista foi figura central nos movimentos cultural, quilombola e de enfrentamento à violência contra mulheres. Em 2025 publicou o livro Memórias do Meu Quilombo, pela Pallas Editora, com prefácio de Conceição Evaristo.
A obra rendeu convite para a Feira do Livro, no Pacaembu, em São Paulo, para este domingo. A curadoria manteve a mesa como homenagem póstuma, três dias após a morte da autora.
Contexto da liderança
Nascida em 1959, em Belo Horizonte, bairro Concórdia, conhecida como a “pequena África”, dona Rosinha conduziu a associação do quilombo por 16 anos. Lutou por transporte, moradia, educação e saúde para a comunidade.
Mesmo com ensino fundamental incompleto, desempenhou papel ativo em conselhos municipais de Itabira. Sua trajetória é marcada pela defesa de direitos de populações negras rurais e urbanas.
A relação entre Memórias do Meu Quilombo e outras obras de denúncia, como Diários de Bitita, é abordada como registro das dores da pobreza e da exclusão. O livro reforça a memória coletiva da comunidade.
Apaixonada por leitura, Rosinha utilizou a escrita como ferramenta de resistência e memória. Seu legado é apresentado como exemplo de participação cívica, organização comunitária e preservação de identidade.
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