- Pesquisa Genial/Quaest aponta independentes como fator decisivo em possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Entre independentes, Lula sobe de 26% (abril) para 29% (maio) e 37% (junho), enquanto Flávio cai de 33% (abril) para 31% (maio) e 24% (junho).
- Guilherme Russo, da Quaest, diz que o ano mostra dois movimentos: Flávio cresceu no primeiro trimestre; nos dois últimos meses houve recuo entre independentes.
- Notícias envolvendo Flávio — como a relação com Daniel Vorcaro e o tarifaço dos Estados Unidos — contribuíram para a queda entre esse grupo.
- A pesquisa aponta que o eleitorado é dividido em esquerda, direita e independentes, sendo este último terço decisivo para o resultado.
A pesquisa Genial/Quaest, apresentada nesta quarta-feira, 10, aponta mudança relevante no cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, especialmente entre eleitores independentes. O estudo mostra avanço de Lula nesse grupo e recuo de Flávio nos últimos meses.
Entre os independentes, o salto de Lula é expressivo: de 26% de intenções de voto em abril, para 29% em maio e 37% em junho. Flávio passou de 33% para 24% no mesmo intervalo, com queda mais acentuada nos últimos dois meses.
A apresentadora do programa Ponto Vista lembrou que, fora da esquerda e da direita, o recorte por independentes costuma ser decisivo. Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, aponta que a série histórica revela ganho de força de Lula e deterioração de Flávio no período recente.
Segundo o pesquisador, a variação está ligada a notícias envolvendo o senador, como questões ligadas à sua relação com Daniel Vorcaro e temas controversos. O efeito foi maior entre os eleitores que não se alinham formalmente a uma das correntes.
Russo explica que o eleitorado brasileiro se divide em três blocos: esquerda, direita e independentes. Por isso, esse último grupo é visto como capaz de alterar o equilíbrio entre os candidatos, conforme mudanças na percepção pública.
A Quaest ressalta que o peso dos independentes na definição do pleito aumenta pela tendência de migração entre as posições ideológicas. Assim, o desfecho depende de como esse eleitorado reage a novas informações e visões sobre os candidatos.
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