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PF vê investigações do Master ainda no início e quer avançar antes das eleições

PF avalia que investigações do Master mal chegaram à metade e pretende avançar antes das eleições para evitar que desdobramentos apareçam na campanha

Policiais conduzem Daniel Vorcaro após segunda prisão, em março de 2026 — Foto: Reprodução TV Globo
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  • A Polícia Federal avalia que as investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não chegaram nem à metade e querem avançar antes das eleições.
  • O objetivo é evitar que desdobramentos relevantes venham a público durante a campanha e garantir o avanço do caso sem críticas.
  • As investigações concentram-se na liquidação do Banco Master e nas relações de Vorcaro com integrantes dos três Poderes, além de uma rede de empresas e fundos usados para fraudes.
  • A segunda proposta de colaboração premiada de Vorcaro foi considerada fraca pela PF; advogados tentaram tratar o assunto com a Procuradoria-Geral da República, com participação da PF.
  • A PF deve rejeitar o acordo; a PGR ainda não se manifestou sobre a colaboração e a lista de investigados pode ser ampliada, incluindo nomes já citados, como políticos.

A Polícia Federal (PF) avalia que as investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não chegaram à metade e pretende avançar o máximo possível antes das eleições. O objetivo é evitar que desdobramentos relevantes virem público durante a campanha.

A PF quer acelerar as frentes de apuração sem depender de acordos de colaboração para avançar. A preocupação é evitar episódios semelhantes aos vistos em operações anteriores, como a Lava-Jato, quando delações surgiram perto do pleito.

O foco atual dos trabalhos é o processo de liquidação do Banco Master e as relações de Vorcaro com integrantes dos três Poderes, segundo informações oficiais.

Desdobramentos da colaboração

A segunda proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro não trouxe fatos novos e repetiu informações já mapeadas. Investigações apontam que menções a nomes do PT e ligados ao governo Lula não avançam o suficiente.

Vorcaro permanece preso desde março, suspeito de crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão do Master. A operação Compliance Zero já completou oito fases e alcançou políticos como Ciro Nogueira e Claudio Castro, com expectativa de ampliar a lista.

A PF analisa o material apreendido para mapear a rede de empresas e fundos usados para fraudes financeiras e ocultação de recursos desviados. O trabalho é demorado e, por isso, a avaliação é de que ainda não está na metade.

As propostas de delação até o momento foram consideradas frágeis pela PF. Investigadores mostram incômodo com a postura de Vorcaro e de sua defesa diante das tratativas.

A segunda tentativa de acordo passou pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PF havia negado a primeira; a PGR convocou novamente a PF para participar das tratativas, mas o pacote continua sem avanços significativos.

Mesmo menções a nomes ainda não alvo de operações não empolgam os investigadores, que veem poucas informações além do já mapeado pela corporação.

A defesa de Vorcaro chegou a propor que ele voltasse a administrar a estrutura do Master após a liquidação para quitar a multa, o que motivou resistência da PF. Ação ainda sob avaliação.

A PF deve rejeitar, novamente, o fechamento do acordo. A PGR não definiu ainda se formalizará a colaboração premiada, com decisão prevista para o STF até sexta-feira.

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