- A prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para conceder a gestão da Praça Roosevelt à iniciativa privada por 20 anos, com o estacionamento subterrâneo, que tem mais de 400 vagas, como principal fonte de receita (estimada em R$ 3,6 milhões por ano).
- A concessionária deverá investir cerca de R$ 8 milhões em obras de recuperação e requalificação, além de R$ 38 milhões em manutenção e operação ao longo do contrato.
- O projeto prevê a exploração dos naming rights da praça, permitindo dar um nome comercial ao espaço, assunto em discussão durante a consulta que vai até julho.
- A prefeitura afirma que o acesso público não será restringido nem para eventos; skatistas, artistas, moradores e demais usuários continuarão com livre passagem.
- Moradores e coletivos alertam sobre problemas estruturais e temem que a Roosevelt se torne o “novo Anhangabaú”; a administração sustenta que a vocação da praça é diferente e que a concessão visa melhorar a infraestrutura sem alterar a identidade.
A Prefeitura de São Paulo abriu uma consulta pública para conceder a gestão da Praça Roosevelt, no centro, a uma empresa privada por 20 anos. O foco é a requalificação do espaço, a manutenção do entorno e a possibilidade de venda dos naming rights, o direito de dar um nome comercial ao local. A medida depende de aprovação futura por edital.
A concessionária deverá investir cerca de 8 milhões de reais em obras de recuperação e requalificação do complexo, com previsão de 38 milhões de reais em despesas de manutenção e operação ao longo da vigência. A administração pública aponta ainda melhorias na drenagem, nos quiosques desativados, na infraestrutura do estacionamento e na ligação com a Rua Gravataí, que conecta a praça ao Parque Augusta.
A principal fonte de receita seria a exploração do estacionamento subterrâneo com mais de 400 vagas, estimando-se um faturamento de 3,6 milhões de reais por ano. A proposta garante que o acesso ao espaço não será restringido e que locais de uso comum, como áreas para skatistas, famílias e artistas, permanecerão com acesso livre durante eventos ou atividades.
Mudança de tema: impacto e críticas
Moradores e coletivos que ocupam a Roosevelt demonstram preocupação com impactos semelhantes aos observados no Vale do Anhangabaú, cuja concessão passou por reprováveis falhas de gestão. Em abril, o prefeito informou que o contrato com a concessionária Viva o Vale pode terminar, após o surgimento de infrações e envio de 32 multas que somam 15 milhões de reais.
O secretário designado para o tema afirma que a Roosevelt tem vocação distinta do Anhangabaú. Segundo ele, trata-se de uma praça de conexão entre a Baixa Augusta e o centro, não de um espaço voltado majoritariamente a eventos. A promessa é de uma praça mais bem posta, com uso ativo, sem perder o acesso público.
Situação atual e próximos passos
A consulta pública permanece aberta até julho, permitindo contribuições da comunidade. Ao final, a Prefeitura deve consolidar o edital definitivo e abrir a licitação para escolher a empresa gestora, que ficará responsável pela Roosevelt pelos próximos 20 anos. A administração ressalta o objetivo de recuperar áreas degradadas sem alterar a identidade do espaço.
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