- Advogada Florence Rosa informou que deixou a defesa de Monique Medeiros em comum acordo, devido a incompatibilidade de estratégias após a entrada de novo advogado.
- Ela afirmou que a atuação de defesa estava limitada à sessão plenária do Tribunal do Júri, mas que poderia acompanhar recursos.
- Monique Medeiros foi condenada a quatro anos de prisão por tortura por omissão e recebeu perdão judicial, que afastou o cumprimento da pena.
- O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu, mantendo a condenação sem o perdão judicial, e o recurso será analisado pela Justiça.
- Jairinho, padrasto de Henry Borel, recebeu 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão; o julgamento, em maio, foi o mais longo da história do Judiciário do Rio de Janeiro.
A advogada Florence Rosa anunciou nesta quinta-feira, 11/6, que deixou a defesa de Monique Medeiros no caso que envolve a morte do filho dela, Henry Borel. A saída ocorreu em comum acordo, segundo ela, por incompatibilidade de estratégias após a entrada de um novo advogado na equipe.
A defesa de Monique já tinha sido marcada por uma decisão recente: a magistrada responsável concedeu perdão judicial à ré, suspendendo o cumprimento da pena de quatro anos por tortura por omissão. A medida, ainda contestada pelo Ministério Público, depende de recurso em análise pela Justiça.
Conforme o relato de Florence Rosa, a contratação da advogada tinha função limitada à sessão plenária do Tribunal do Júri, mas havia disponibilidade para acompanhar os recursos. A saída envolve, segundo ela, divergência quanto à condução técnica do caso, levando ao término das atividades em comum acordo.
Contexto do caso
O padrasto de Henry, Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias pela morte da criança, ocorrida em 8 de março de 2021, aos quatro anos de idade. A investigação aponta que a morte resultou de agressões físicas associadas à omissão de Monique. O julgamento de maio chegou a 11 dias de duração, sendo um dos mais longos da história do Judiciário do Rio de Janeiro.
Situação atual
Enquanto Monique aguarda a tramitação de recursos sobre o perdão judicial, o MP continua defendendo a manutenção da condenação sem o benefício. A análise do recurso deverá ocorrer nas instâncias competentes para decidir o rumo da pena.
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