- O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, determinou que a juíza Karina de Azevedo Malaguido e o Tribunal de Justiça do Paraná expliquem, em cinco dias, a nomeação de Eduardo Tagliaferro como perito em ação contra o Itaú.
- Tagliaferro é ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes e atuaria no processo para avaliar a autenticidade de uma contratação digital, segundo a reportagem da coluna.
- O ex-assessor é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal por suposto vazamento de mensagens do gabinete de Moraes, e está considerado foragido, com mandado de prisão em aberto.
- A nomeação foi revelada pela coluna e, após a divulgação, a juíza revogou a designação de Tagliaferro para atuar como perito.
- A coluna apurou que, se atuasse, Tagliaferro poderia receber honorários periciais pela especialização em computação forense.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, intimou a juíza que nomeou Eduardo Tagliaferro para atuar como perito em uma ação contra o Itaú. A designação ocorreu mesmo após o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes já ser alvo de investigação. Campbell pediu explicações à magistrada e à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Paraná no prazo de cinco dias.
A juíza Karina de Azevedo Malaguido, responsável pela decisão, nomeou Tagliaferro para auxiliar a análise de uma contratação bancária contestada pela parte autora. Tagliaferro já figurava como réu em ação penal no STF por suposto vazamento de mensagens do gabinete de Moraes. O caso ganhou repercussão com a divulgação pela coluna.
Tagliaferro é alvo de mandado de prisão em aberto e é considerado foragido. A reportagem que revelou o caso também informou que o perito atuaria no exame de autenticidade da contratação digital em disputa no processo do Itaú. Em resposta aos fatos, a juíza revogou a nomeação na tarde desta quinta-feira.
Situação processual e próximos passos
A coluna confirmou a revogação e informou que não foi possível localizar o ex-assessor para contato. O CNJ solicitou esclarecimentos formais sobre a motivação da nomeação e sobre a cadeia de decisões que levou à escolha de um indivíduo com pendências judiciais. A Justiça estadual ainda não divulgou novos desdobramentos do caso.
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