- A pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 38% no segundo turno, contra 44% de Lula, queda de três pontos em relação à última leitura.
- Após o caso Dark Horse e a perspectiva de mais tarifas dos EUA, houve retração na expectativa de voto da direita e de Zema e Caiado nas simulações.
- Em janeiro, os números estavam próximos: Lula 45% e Flávio 38%, com 2% de indecisos e 15% de brancos/nulos/abstenção.
- Em dezembro de 2025, Lula liderava com 46% e Flávio tinha 36%; em abril, Flávio ampliou vantagem sobre Lula, retomando o cenário anterior.
- O ambiente entre empresários é de desânimo: Flávio pode ir ao segundo turno, mas pode não conseguir unir direita e centro; Zema e Caiado precisam atrair eleitores bolsonaristas que hoje o apoiam.
A candidatura de Flávio Bolsonaro, anunciada em dezembro, provocou expectativa entre a esquerda e cautela na direita. O cenário inicial era de base sólida entre bolsonaristas, com possível teto entre moderados. Desde então, houve oscilações no ranking.
A pesquisa Quaest divulgada recentemente aponta Flávio com 38% em um eventual segundo turno, ante 44% de Lula. Houve queda de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. O desfecho amplia incertezas sobre o cenário da corrida.
O estudo aponta ainda queda de Romeu Zema e Ronaldo Caiado, que estavam empatados com Lula nas simulações de segundo turno há pouco tempo. A retração da direita acompanha a piora de avaliação de cenários possíveis.
Cenário atual
Entre os números de janeiro, Lula aparecia com 45% e Flávio com 38%, com 2% de indecisos e 15% de brancos, nulos ou abstenções. A fotografia sinaliza recuo da dianteira de Lula e recuperações possíveis para Flávio conforme o curso dos eventos.
Em dezembro de 2025, a Quaest mostrava Lula com 46% e Flávio com 36%. Em abril, Lula caiu seis pontos e Flávio ganhou vantagem. A oscilação sugere que mudanças econômicas ou políticas até o final da campanha podem remodelar o equilíbrio.
No momento, o empresariado registra desânimo. Flávio tem potencial para chegar ao segundo turno, mas pode enfrentar dificuldade em unificar direita e centro. A percepção pode mudar conforme casos como do Banco Master e do INSS evoluam.
Observação sobre os candidatos de fora
Renan Santos aparece como opção distante ainda, enquanto Zema e Caiado enfrentam o desafio de atrair eleitores que hoje apoiam Flávio. O eleitorado da direita está fortemente identificado com o sobrenome Bolsonaro, o que dificulta deslocamentos.
Caso Flávio avance ao segundo turno, precisará conquistar votos de quem o rejeita hoje. Se Zema ou Caiado chegarem à final, não há garantia de adesão dos bolsonaristas fiéis. Outubro define o voto definitivo para muitos eleitores.
Coluna de Aluizio Falcão Filho, jornalista e publisher do Money Report, analisa o momento sem emitir opinião ou previsão oficial. As informações refletem dados de pesquisas e cenários políticos em evolução.
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