- Lula afirmou que o governo vai encaminhar os dados de redução do desmatamento ao representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para embasar a posição brasileira.
- O Inpe informou quedas no desmatamento: Cerrado (-12,2%) e Amazônia (-61,4%) em maio, em relação a maio de 2025.
- O presidente disse que haverá uma comparação entre os dados do Brasil e os resultados dos Estados Unidos, argumentando sobre informações divergentes na primeira taxação de 50%.
- Durante evento no Observatório Regional Amazônico, ele criticou tarifas e pediu cooperação entre governos federal, estaduais e municipais e fortalecimento de instituições ambientais.
- O anúncio ocorre uma semana após o USTR recomendar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com foco em desmatamento e etanol.
O governo federal vai encaminhar os dados de redução do desmatamento no Brasil ao representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A informação foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita ao Observatório Regional Amazônico (ORA), ligado à OTCA, em Brasília.
Lula afirmou que haverá uma comparação entre os números nacionais e os resultados dos EUA, destacando que os dados devem servir para esclarecer a situação do desmatamento frente a eventuais medidas protecionistas. O presidente ressaltou que o Brasil tem apresentado resultados em defesa de uma relação comercial baseada em fatos.
Dados do desmatamento
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou queda na taxa de desmatamento em maio versus o mesmo mês de 2025: Cerrado registrou recuo de 12,2% e a Amazônia, 61,4%. Os números foram citados pelo governo como resultado de políticas de fiscalização e controle ambiental.
O anúncio ocorreu pouco depois da divulgação de críticas do governo brasileiro às medidas protecionistas dos EUA, em especial um possível aumento de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. A discussão sobre tarifas surgiu em contexto de investigações da Seção 301 do USTR.
Lula classificou os resultados de desmatamento como extraordinariamente positivos e defendeu uma cooperação entre esferas federal, estaduais e municipais, com maior atenção ao fortalecimento institucional ambiental. O governo também busca promover alinhamento entre políticas internas e as relações com parceiros internacionais, no marco de um debate sobre comércio e meio ambiente.
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