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Lula divulga dados sobre combate ao desmatamento após acusações dos EUA

Lula apresenta dados que apontam queda do desmatamento na Amazônia (69,7% entre 2022 e 2025; 61% em maio), em resposta às acusações comerciais dos EUA

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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  • Lula divulgou dados que apontam redução do desmatamento no Brasil durante visita a observatório da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.
  • Os dados foram coletados pelo sistema Deter e indicam queda do desmatamento na Amazônia Legal de 2022 a 2025, com redução de 69,7%.
  • Também houve queda de 61% no mês de maio, ante o mesmo período do ano anterior.
  • O presidente afirmou que quer provar aos Estados Unidos que o Brasil mantém políticas consistentes de redução do desmatamento, sem citar nominalmente Donald Trump.
  • As informações chegam após o governo americano apresentar relatório que sustenta desmatamento ilegal como fator de custo menor para cadeias produtivas e sugerir sanções, como tarifa adicional de 25%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou dados que indicam redução do desmatamento no Brasil. O anúncio ocorreu nesta quinta-feira, durante visita técnica a um observatório da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, em Brasília. Os números apresentados mostram o ritmo de monitoramento da região.

Segundo o governo, o sistema Deter aponta queda expressiva do desmatamento na Amazônia Legal entre 2022 e 2025, com redução de quase 70%. Também foi destacada uma queda de 61% no mês de maio frente ao mesmo período do ano anterior. Os dados visam mostrar consistência das políticas ambientais.

Durante o pronunciamento, Lula frisou a intenção de demonstrar aos Estados Unidos que o Brasil mantém políticas de combate ao desmatamento. O presidente criticou de forma crítica a postura de autoridades norte-americanas sem citar nominalmente o ex-presidente Donald Trump.

Contexto internacional

O governo americano atraiu atenção ao questionar práticas comerciais brasileiras, com base na suposta continuidade de desmatamento ilegal para beneficiar cadeias como pecuária, soja, milho e madeira. A USTR avançou com proposta de tarifa adicional de 25% sobre bens brasileiros, ainda sujeita a consulta pública.

Lula afirmou que apresentará dados aos parceiros comerciais para comparar a realidade brasileira com auditorias dos EUA. A meta é esclarecer que a redução observada no Brasil não é consequência de medidas pontuais, mas de políticas estruturais de preservação ambiental.

Os números do Deter foram apresentados em evento ligado ao governo, sem indicar medidas adicionais de fiscalização. A divulgação ocorreu em meio a debates sobre salvaguardas comerciais e eventuais sanções, com foco na transparência de dados e na cooperação internacional.

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