- A defesa de Jair Bolsonaro entregou ao Supremo Tribunal Federal um relatório médico que aponta “piora considerável” na saúde do ex-presidente durante a prisão domiciliar.
- Após troca de medicação, aumentaram as crises de soluço, com doses extras de remédio administradas “no limite terapêutico de segurança”.
- O médico responsável, Brasil Ramos Caiado, recomenda novos exames do trato digestivo, incluindo endoscopia, para avaliar ajustes no tratamento.
- Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, havia citado a piora ao cancelar participação em evento em Brasília na quarta-feira anterior.
- A piora ocorre pouco antes da nova avaliação da prisão domiciliar pelo STF, marcada para o dia 25, quando poderá haver decisão sobre permanência na domiciliar ou retorno à Papudinha.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro anexou ao Supremo Tribunal Federal um relatório médico que aponta uma piora considerável no estado de saúde dele. O documento foi enviado na sexta-feira, 12, e descreve alteração na medicação com aumento das crises de soluço durante a prisão domiciliar.
O médico que acompanha Bolsonaro, Brasil Ramos Caiado, informa que houve ajuste na receita e que houve necessidade de doses extras dentro do limite terapêutico de segurança. Também sugere a realização de novos exames do trato digestivo, incluindo uma endoscopia, para a avaliação de ajustes no tratamento.
Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, já havia citado a piora ao cancelar a presença em Brasília na última quarta-feira, 10. O cancelamento ocorreu antes do lançamento de uma pré-candidata do PL à Câmara Distrital.
Situação processual
A nova piora ocorre pouco antes da reavaliação da prisão domiciliar pelo STF, marcada para ocorrer até o dia 25. Em março, o ministro relator Alexandre de Moraes autorizou a permanência de Bolsonaro em casa por 90 dias para recuperação de pneumonia. O veredito sobre a continuidade da prisão está pendente.
Bolsonaro vinha cumprindo pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, em regime de prisão domiciliar na chamada Papudinha, um batalhão da Polícia Militar. A reavaliação do STF deve delimitar se permanecerá em casa ou retornará ao regime anterior.
Entre na conversa da comunidade