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Fachin cria grupo para estudar reforma do Judiciário e acena a Gilmar e Moraes

Grupo de estudo de Fachin mira reforma do Judiciário com integrantes próximos a Gilmar Mendes e Moraes, buscando consenso em meio à crise institucional

Presidente do STF, Edson Fachin, em palestra na FGV
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  • Fachin criou o Centro de Estudos Constitucionais do STF (CESTF) para debater uma reforma ampla do Judiciário, com integrantes próximos a Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
  • O relator das propostas será o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região; o grupo também inclui o ex-advogado-geral da União Jorge Levi, além de outros 17 membros.
  • A linha de debate é uma reforma geral do Judiciário, considerada mais interessante que apenas regras sobre viagens, palestras e manifestações de juízes; o código de conduta seguirá tramitação paralela sob a relatoria da ministra Carmen Lúcia.
  • Fachin justificou a criação do grupo citando desafios contemporâneos, como governança, transformação digital, celeridade e fortalecimento da confiança da população nas instituições.
  • As primeiras propostas devem ser apresentadas até o final do ano; há sinais de receptividade entre alguns integrantes, enquanto outros órgãos internos criticam o timing da agenda ética.

O presidente do STF, Edson Fachin, criou um grupo de estudos para debater uma reforma ampla no Judiciário. A decisão designa juristas próximos aos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes como componentes, buscando construir consenso em uma corte fortemente dividida.

A iniciativa faz parte de uma estratégia para enfrentar críticas à gestão de Fachin e ao timing de propostas de conduta para ministros. Gilmar Mendes e Flávio Dino, entre outros, têm se colocado contra a linha atual, enquanto Moraes e Cristiano Zanin também aparecem entre os críticos. Fachin consultou os colegas sobre a criação do comitê e recebeu sinais de receptividade.

Ney Bello, desembargador do TRF-1, será o relator das propostas de reforma. O grupo responde a 18 membros, incluindo o ex-advogado-geral da União Jorge Levy, ligado a Moraes no TSE. A composição privilegia aproximações com vozes críticas à gestão atual.

Composição do grupo e objetivos

A criação recebeu o respaldo para debater uma reforma do Judiciário como tema mais relevante que regras pontuais sobre viagens, palestras e manifestações públicas de juízes. O código de ética tramita em paralelo, sob relatoria da ministra Carmen Lúcia.

Fachin justificou a forma de atuação em portaria publicada recentemente, destacando desafios contemporâneos para aprimorar governança, transformação digital, celeridade e confiança pública nas instituições. A expectativa é apresentar as primeiras propostas até o fim do ano.

A iniciativa, batizada de CESTF (Centro de Estudos Constitucionais do STF), visa articular mudanças estruturais no Judiciário pela diferença de visões internas. Enquanto alguns apoiam a reforma ampla, outros defendem cautela para não comprometer a governança.

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