- Hugo Motta pautou o fim da escala 6×1, buscando poupar a Câmara de ônus eleitoral.
- Líderes partidários dizem que a manobra blinda a Câmara de críticas, mas transfere o peso político para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Alcolumbre criticou a morosidade do trâmite e afirmou que não aceitará pressões; havia indicado que levaria a proposta adiante.
- Lula não quer conversar com Alcolumbre no momento; encontro só depois da viagem à França para o G7.
- PT e PSOL já preparam campanhas caso Alcolumbre atrapalhe a aprovação, e a pauta pode sustentar a campanha de reeleição de Lula nos próximos quatro anos.
A Câmara dos Deputados pautou o projeto que põe fim à escala 6×1, segundo anúncio do presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). A medida busca acelerar a tramitação, sob o argumento de poupar a instituição de críticas públicas por atraso. A decisão envolve o Legislativo e pode repercutir no Senado e no Planalto.
Líderes partidários afirmam que a estratégia protege a Câmara de desgaste, mas transfere o ônus eleitoral para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Motta, em conversas internas, criticou a morosidade de Alcolumbre para levar o tema adiante.
Antes, Alcolumbre sinalizou avanço da proposta; depois recuou e disse que não aceitará pressões. Em contato com o Planalto, o senador pediu reunião privada com o presidente Lula. O Planalto, por sua vez, indica que a reunião só pode ocorrer após viagem à França para o G7.
A equipe do Planalto projeta manter ambas as propostas prontas para votação no Senado, caso Alcolumbre resista. PT e PSOL já estudam campanhas nas redes para marcar posição caso haja contestação à condução do Congresso.
Dentro do governo, a avaliação é de que a pauta continua relevante para a reeleição de Lula, mesmo que Alcolumbre não vote a medida. A proposição pode se transformar em promessa eleitoral para os próximos quatro anos, segundo fontes oficiais.
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