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Viagem de Lula a Divinópolis gera divergências na família de Cleitinho

Visita de Lula a Divinópolis divide o clã Azevedo e reacende debate sobre a autoria e a condução do Hospital Regional, com impacto político local

O senador Cleitinho, o ex-prefeito Gleidson e o deputado Eduardo Azevedo - (crédito: redes sociaisreprodução)
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  • O presidente Lula pode visitar Divinópolis no dia 19 de junho para a inauguração do Hospital Regional, mas a confirmação ainda não veio do Planalto.
  • Divergência entre o clã Azevedo: o senador Cleitinho defende a presença de Lula; o deputado Eduardo critica a visita e questiona o papel federal.
  • O ex-prefeito Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho, adotou tom conciliador e disse que pode comparecer, se for convidado.
  • A obra foi concluída com recursos do estado e a gestão ficará a cargo da Universidade Federal de São João del-Rei, com financiamento da União; a manutenção é da União.
  • O governo de Minas investiu cerca de R$ 134 milhões na obra e nos equipamentos, com conclusão prevista para dezembro de 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode visitar Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, para a inauguração do Hospital Regional de Divinópolis. A agenda foi anunciada como possibilidade para o dia 19 de junho, mas ainda não teve confirmação oficial do Planalto. A visita levantou divergências entre governo federal e estadual, além de dividir a bancada local.

A indefinição ocorreu em meio a embates familiares envolvendo o clã Azevedo. Cleitinho Azevedo, senador pelo Republicanos, defendeu a presença de Lula na inauguração, afirmando que o hospital é fruto do dinheiro público para o povo. Já Eduardo Azevedo, deputado estadual pelo PL, criticou a participação do presidente e questionou o papel do governo federal na entrega da unidade.

Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão de Cleitinho e Eduardo, adotou tom conciliador, dizendo que a obra é do povo e que a recepção ao presidente dependerá da participação de todos. Cleitinho também agradeceu o apoio de Camilo Santana, ex-ministro da Educação, na articulação para finalização do HRD.

Disputa pela paternidade

Eduardo Azevedo afirmou, em nota, que não poderá acolher o presidente e criticou a entrega da obra como fruto de gestão estadual. O deputado também citou que a obra foi concluída com recursos do governo de Minas e que a entrega não dependeria apenas do governo federal.

O ex-prefeito Gleidson Azevedo comentou que, se for convidado para a inauguração, poderá comparecer, independentemente da presença de Lula. Ele ressaltou que a unidade é do povo e lembrou a participação de Gleide Andrade, tesoureira nacional do PT, na articulação para o andamento do hospital.

A obra, paralisada desde 2016, foi retomada em 2023 e concluída em dezembro de 2025. O governo de Minas contribuiu com cerca de 134 milhões de reais, sendo 49 milhões na construção e 85 milhões na aquisição de equipamentos e adequações. A manutenção ficará a cargo da União. A gestão da operação fica sob a responsabilidade da UFSJ.

A cerimônia de entrega envolve ações de diferentes governos: o estado investiu na conclusão, enquanto o governo federal fica responsável pela manutenção e operacionalização via UFSJ. A controvérsia sobre a paternidade da obra ganhou corpo com declarações de políticos locais e questionamentos sobre o papel de cada ente federativo.

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