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Ameaça persistente e silenciosa desafia a campanha de Lula

Preço de alimentos sobe e dilui apoio entre eleitores indecisos, mantendo ameaça persistente à vantagem de Lula na corrida presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita às instalações e cerimônia de inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial, em Montes Claros (MG)
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  • Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira 10 mostra Lula com dez pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno (39% a 29%) e seis pontos no segundo turno (44% a 38%).
  • O governo aparece com aprovação quase empatando a desaprovação (47% vs 48%), e Lula lidera entre eleitores indecisos, decisivos na votação.
  • Flávio caiu de 31% em maio para 24% em junho; Lula subiu de 29% para 37% nesse grupo de indecisos.
  • O custo de vida preocupa: 44% dizem que a economia piorou nos últimos doze meses; 20% dizem que melhorou; 69% afirmam que os preços dos alimentos subiram (7% dizem que caíram).
  • A inflação de maio (IPCA) ficou em 0,58%, com altas em itens como batata, tomate, cebola e carnes; o cenário mantém o risco de desgaste para o governo em campanha.

Ao menos por ora, a campanha de reeleição de Lula enfrenta uma ameaça silenciosa: o custo de vida. Em pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira, o presidente aparece com vantagem de 10 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno e de seis pontos no segundo turno.

O levantamento mostra Lula com 39% no primeiro turno, contra 29% de Flávio Bolsonaro, e 44% versus 38% no segundo turno. Em abril, a diferença era menor, com Flávio à frente. O resultado aponta recuperação de apoio, principalmente entre eleitores indecisos.

Além de logros de governo, o levantamento destaca a rejeição a Lula em 53% e uma recuperação de aprovação perto do empate com desaprovação, em 47% a 48%. Entre indecisos, Lula lidera com 37%, frente 24% de Flávio.

Desafios econômicos em foco

O custo de vida segue influenciando o humor do eleitorado. 69% avaliam que os preços dos alimentos subiram, frente a 7% que dizem que caíram. Em maio, o IPCA registrou 0,58%, o maior para o mês desde 2021, puxado por itens como batata, tomate, cebola e carnes.

A percepção de piora econômica persiste, com 44% dos pesquisados afirmando que a situação do Brasil piorou nos últimos 12 meses, ante 20% que veem melhora. Mesmo com medidas de renegociação de dívidas e subsídios, os impactos do custo de vida permanecem relevantes.

O tema econômico continua a influenciar o cenário eleitoral, na esteira da campanha que busca manter a base de apoio e ampliar o diálogo com eleitores que ainda não definiram seu voto. No momento, não há indicativos de mudanças rápidas no humor do eleitorado.

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