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Gilberto Gil pede união contra ascensão do movimento de direita

Gilberto Gil convoca união contra a polarização e a ascensão da direita, afirmando que seguirá levando música a plateias menores

Gilberto Gil faz última apresentação da turnê 'Tempo Rei' no Allianz Parque, em São Paulo
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  • Gilberto Gil afirma em entrevista ao Financial Times que sua carreira em estádios chegou ao fim, mas seguirá se apresentando para plateias menores; há show marcado em julho em Londres.
  • Ele diz que a esquerda está interessada no futuro do Brasil e precisa se unir contra a polarização política e a ascensão do movimento de direita.
  • Sobre as eleições de outubro, o músico diz que vê Lula disputando um quarto mandato e que não há opção por algo diferente entre os candidatos.
  • O relato passa pela trajetória de Gil, incluindo a passagem pela Unilever, a atuação como ministro e o papel de Caetano Veloso, Os Mutantes e Tom Zé no movimento Tropicália, que enfrentou o AI-5 e prisão.
  • Gil afirma que, na época, não buscavam ativismo, mas foram forçados a se envolver na política para lutar pela democracia.

Gilberto Gil concedeu uma entrevista ao Financial Times na qual afirma que sua carreira em estádios, na atual fase, chegou ao fim, mas que permanece ativo na música. O músico diz que segue apresentando-se para públicos menores enquanto houver demanda.

Ele confirmou que continuará em atividade e já tem agenda marcada para julho, com show em Londres. O objetivo é manter a atuação mesmo após o fim da última turnê, chamada Tempo Rei, realizada em estádios.

O artista também comentou sobre política. Disse que é preciso unir esforços contra a polarização e a ascensão de um movimento de direita, além de sustentar que a esquerda está mais focada no progresso e no futuro do Brasil. Mencionou conversas com o presidente Lula sobre temas políticos.

Trajetória e contexto histórico

A reportagem relembra o período da Tropicália, quando o disco Tropicália ou Panis et Circensis foi lançado no mesmo ano do AI-5. Gil afirma que, junto de Caetano Veloso, Os Mutantes e Tom Zé, sabia-se que poderiam enfrentar perseguição por parte do regime.

Segundo o material, o grupo reconheceu a repressão, mas não esperava a intensidade da reação. Gil cita que, embora não fosse ativista por definição, o cenário político o obrigou a defender valores de liberdade e democracia.

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