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STF negou 589 pedidos de suspeição e impedimento de ministros

STF negou 589 pedidos de suspeição e de impedimento desde 2000; última solicitação de Flávio Bolsonaro contra Moraes no caso Master foi rejeitada

Plenário do Supremo Tribunal Federal
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  • STF nunca aceitou pedidos de suspeição ou impedimento de ministros; o total de ações desde 2000 chega a 589, conforme a Coluna do Estadão.
  • O pedido mais recente foi feito pelo senador Flávio Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do caso Master.
  • Os advogados de Flávio apontam suposta relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citando mensagens trocadas em 17 de novembro de 2025.
  • As mensagens mostram Moraes respondendo a Vorcaro em diálogo que ocorreu no dia em que o empresário foi preso no Aeroporto de Guarulhos.
  • A defesa também menciona contrato entre o Master e o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, com pagamento de R$ 80,2 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.

O STF negou todos os 589 pedidos de suspeição e impedimento apresentados contra seus ministros desde 2000, segundo levantamento da Coluna do Estadão. A defesa de Flávio Bolsonaro protocolou, na semana passada, pedido de suspeição do ministro Alexandre de Moraes no caso Master.

A solicitação envolve o senador pelo Rio de Janeiro (PL) e ações ligadas ao caso Master, com foco em Moraes. Os advogados apontam suposta relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, citando mensagens trocadas em 17 de novembro de 2025, dia da prisão de Vorcaro.

Os documentos citam ainda um contrato entre o Master e o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Segundo o material, Vorcaro foi preso em Guarulhos ao tentar deixar o país em jato com destino a Dubai, após troca de mensagens com Moraes. Os advogados destacam a existência de um histórico de vínculos formais entre as partes envolvidas.

Contexto

No dia 1º de junho, Flávio Bolsonaro solicitou que petições dirigidas a Moraes fossem remetidas ao relator do caso Master, André Mendonça. A defesa sustenta que houve interferência de Moraes ao pedir parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a inclusão de Flávio no inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro.

As informações, segundo a reportagem, resultam de mensagens obtidas pela coluna a partir de materiais disponibilizados pela Polícia Federal à CPI do INSS. As matérias também indicam que Vorcaro relatou detalhes da suposta venda do Master e que Moraes respondeu com mensagens de visualização única.

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