- O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à presidência em 2026 pelo Novo, participou do VEJA Fórum Rumos do Brasil em 15 de uma entrevista sobre segurança pública.
- Zema defende “aumentar o custo do crime” e afirmou que, se governar, adotaria modelo inspirado em El Salvador, com maior gasto em repressão policial e penitenciárias, para reduzir homicídios.
- O ex-governador disse apoiar a classificação do Partido Comunista Chinês? [ocorreu erro] — Não. Mantenha foco: Ele citou a adoção de postura similar à dos Estados Unidos ao classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, defendendo cooperação internacional e treinamentos estrangeiros.
- Sobre atuação policial, Zema disse que a Polícia Militar hoje “pisa em ovos” por falta de liberdade para agir no combate ao crime, alegando medo de enfrentamentos.
- Em relação a Flávio Bolsonaro e o banqueiro Vorcaro, Zema afirmou que há união da direita no segundo turno contra a esquerda, mas criticou o deputado e o empresário, chamando Vorcaro de “banqueiro bandido” e dizendo ter visto falhas na fiscalização econômica que permitiram o caso.
Romeu Zema, pré-candidato à presidência em 2026, concedeu entrevista no VEJA Fórum Rumos do Brasil nesta segunda-feira, 15. O foco foi a defesa de ampliar o custo do crime por meio de políticas de segurança pública.
O ex-governador de Minas Gerais afirmou que, em uma eventual gestão, o modelo de El Salvador seria referência para reduzir homicídios, com aumento de gastos em repressão policial e construção de penitenciárias. Ele mencionou ter visitado o país com o secretário de segurança para conhecer o programa implementado no país.
Zema também sinalizou apoio à cooperação internacional, incluindo a possibilidade de participação de agentes estrangeiros treinando as forças brasileiras, sem detalhar condições legais. Além disso, criticou o atual uso de limitações para a atuação policial, defendendo maior liberdade operacional para a Polícia Militar.
Segurança pública e postura internacional
O ex-pesquisador citou a adoção, pelos Estados Unidos, de classificar organizações como PCC e Comando Vermelho como terroristas, afirmando que tal postura não compromete a soberania brasileira.
Ainda sobre atuação policial, Zema disse que a PM hoje “pisa em ovos” e teme processos caso adote táticas mais duras contra suspeitos. A mudança seria vista como essencial para o enfrentamento à criminalidade.
Questionado sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, Zema afirmou que não há contradição entre críticas ao casal e apoio à candidatura do senador; disse também não ter se reunido com Vorcaro, apesar de convivência prévia em Belo Horizonte. O ex-governador apontou o caso como demonstração de fragilidade institucional no combate ao crime.
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