- Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 16 de junho, com 1.537 adultos, aponta que dois em cada cinco americanos não acreditam que os EUA existirão como uma única nação daqui a duzentos e cinquenta anos.
- Entre democratas, 40% não veem a nação perdurando; entre republicanos, 26%. No total, 62% acreditam que a nação perdurará.
- Dois terços dos entrevistados dizem que a democracia dos Estados Unidos corre risco de fracassar, situação mais acentuada entre democratas (85%) e em metade dos republicanos.
- 77% consideram provável que a violência política aumente nos próximos cinco anos.
- Nacionalismo em queda: apenas 30% veem os Estados Unidos como o maior país do mundo (38% em 2017); entre democratas, 11%, e entre republicanos, cerca de seis em cada dez.
- Celebrações do 4 de julho aparecem bastante divididas: 52% dos republicanos devem vestir as cores da bandeira, frente a 20% dos democratas; 46% dos republicanos vão a shows de fogos, ante 28% dos democratas.
- O tom político das festividades é destacado pelo uso de eventos da Casa Branca pelo presidente republicano, que busca mobilizar sua base antes das eleições de meio de mandato.
À véspera do aniversário de 250 anos de independência, americanos mostram ceticismo sobre a duração da União. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos, realizada entre 12 e 15 de junho com 1.537 adultos, aponta que 40% duvidam que os EUA existam como uma única nação daqui a 250 anos.
Entre democratas, 40% não veem a nação permanecendo unida no futuro. Entre republicanos, o índice é de 26%. No total, 62% acreditam na continuidade do país, enquanto 38% duvidam de sua permanência como unidade.
Democracia em risco
A pesquisa também indica preocupação com a democracia. Dois terços dos respondentes disseram achar que a democracia americana corre risco de fracassar, pior do que agosto do ano anterior, quando 57% tinham a mesma percepção.
Entre democratas, 85% veem ameaça à democracia. Entre republicanos, metade dos entrevistados apontou riscos à sobrevivência do sistema democrático.
77% esperam maior violência política nos próximos cinco anos, segundo o levantamento.
Nacionalismo abalado
O levantamento mostra queda do orgulho nacional. Apenas 30% consideram os EUA o maior país do mundo, ante 38% em 2017. Entre democratas, apenas 11% mantêm a visão, contra 26% há nove anos.
Entre republicanos, a percepção de liderança mundial permanece estável, com cerca de 60% considerando os EUA como principal nação.
Comemorações divididas
O momento coincide com a mobilização política em torno das celebrações. O ex-presidente Donald Trump tem utilizado a data para ampliar a exposição de sua figura pública.
No domingo, 14 de aniversário dele, houve evento na Casa Branca com temática ligada ao UFC. Nesta segunda, Trump informou que será a principal atração das comemorações em Washington, visando engajar bases para as eleições de meio mandato.
A maioria dos americanos percebe as festividades do 4 de Julho como excessivamente partidárias. Em celebrações, 52% dos republicanos preveem vestir roupas com as cores da bandeira, ante 20% dos democratas. Em shows de fogos, 46% dos republicanos devem comparecer, frente a 28% dos democratas.
A pesquisa é online e atingiu 1.537 adultos nos EUA, com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
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